Mãe maranhense faz campanha nas redes para filho receber remédio do Ministério da Saúde

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Sr. Governador do Estado do Maranhão @flaviodino e Sr. Secretário da Saúde @carloselula meu filho Carlos Eduardo tem uma doença rara chamada: AME (Atrofia Muscular Espinhal tipo 1). Em Julho de 2018 demos entrada em um processo pela Promotoria Pública contra o Estado requerendo os aparelhos e o remédio SPINRAZA, única medicação que pode salvar a vida do meu filho desta terrível doença. Sr. Governador, a decisão Judicial saiu no dia 20 de agosto de 2018 o Juiz DETERMINOU que o Estado comprasse TUDO em 48h. Os aparelhos foram comprados, mais a medicação vocês recorreram. Sr. Governador @flaviodino pq recorrer a decisão que pode salvar uma vida? Será que para o Sr., meu filho não é digno de viver? Eu como mãe já tentei de tudo! Aliás, tudo NÃO… Ainda não tentei fazer uma Campanha no intuito de arrecadar dinheiro para o remédio, pois acreditei em um Brasil que zela pelas nossas crianças, acreditei em LEIS e acreditei que um Governador cumprisse a lei. Mas NÃO, meu filho está aqui sendo tomando pela AME. Até que uma nova esperança surgiu… o SPINRAZA entrou no SUS. VIVA O SPINRAZA CHEGOU! Só que NÃO, NÃO CHEGOU!!! Mesmo sabendo que a Saúde Pública no Estado do Maranhão é precária, tive ESPERANÇA. No dia 20 de novembro de 2019, dei entrada no SUS, porém semana passada fiquei sabendo que eles ainda não tinham mandado o pedido. 😡 Sr. Governador @flaviodino e Sr. Secretário de Saúde @carloselula o que está acontecendo na saúde pública do Estado do Maranhão? NENHUMA CRIANÇA DO ESTADO DO MARANHÃO RECEBEU O SPINRAZA PELO SUS!!! Meu filho Carlos Eduardo tem 2 anos e 6 meses e sempre foi uma criança forte, apesar de ter essa doença tão cruel… Só que a AME está avançando e seu corpinho está sendo paralisado. 😔 PELO AMOR DE DEUS, LIBEREM O SPINRAZA PARA MEU FILHO! Seguidores denunciem o descaso da saúde pública no Estado do Maranhão e me ajudem a lutar pela vida do meu filho! 🙏 @flaviodino @jfeghali @adelmosoares65 @carlosbrandaoma @wevertonsenador @elizianegama @saudegovma @rubenspereirajr @carloselula @josimarmaranhaozinho @duartejr_ @felipecostacamarao @eliana @alok @celsoportiolli @ivetesangalo @tatawerneck

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A mãe do pequeno Carlos Eduardo, de seis anos, está fazendo uma campanha nas redes sociais para que o filho receba um remédio que é de responsabilidade do Ministério da Saúde, do Governo Federal.

A criança está internada em São Luís. Os equipamentos para tratar da doença foram providenciados desde 2018, mas o remédio é a maior dificuldade até o momento.

O medicamento se chama Spinraza. A portaria nº 24/2019 do Ministério da Saúde determinou a incorporação do remédio para fornecimento gratuito pelo SUS.

A portaria também determinou que a compra e o fornecimento ficassem centralizados no Governo Federal.

Ou seja, nem a prefeitura de São Luís e nem o Governo do Estado podem fazer a aquisição. É uma responsabilidade do Ministério da Saúde.

Em novembro de 2019, o Ministério da Saúde noticiou que o Spinraza havia chegado ao Brasil e que ele seria encaminhado às Farmácias de Alto Custo, administradas pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Mas o remédio está em falta no Maranhão porque não foi enviado pelo Governo Federal.

O Spinraza é injetado na medula espinhal e necessita de um ambiente específico para a aplicação, acompanhado de cuidados multidisciplinares.

Paula Azevedo mostra compromisso e celebra os 59 anos de Paço do Lumiar com anúncio de obras, ação social e shows

Uma festa que entrou para a história. Foi assim o aniversário de 59 anos de Paço do Lumiar. A programação que já havia sido iniciada no último sábado (11), na sede do município, continuou nesta terça-feira, 14 de janeiro, data oficial do aniversário da cidade. A Prefeita em exercício, Paula Azevedo (SD), recepcionou a comunidade e autoridades em uma cerimônia realizada logo cedo, na Praça Nossa Senhora da Luz, na sede de Paço do Lumiar. Entre as autoridades presentes o Deputado Estadual Adelmo Soares (Pc do B); o Presidente do Iterma, Raimundo Lídio; o Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Paço do Lumiar, Fernando Muniz; além dos vereadores Leonardo Bruno, Vagner Souza, Júlio Pinheiro, Wellinton Sousa, Puluca, Vanusa Neves, Driele da Pindoba e Orlete Mafra. Os secretários municipais de Paço do Lumiar também acompanharam a cerimônia de abertura do aniversário da cidade.

No evento, Paula anunciou um conjunto de obras que devem ser iniciadas no município a partir do próximo mês, em fevereiro. Entre as obras estão à reforma do Mercado do Maiobão, pavimentação com bloquete das ruas 01 e 03 do Conjunto Jaguarema, recapeamento asfáltico da Avenida 01 do Abdalla II, além da Avenida dos Marceneiros no Conjunto Roseana Sarney, Avenida Lateral do Cidade Verde e Avenida 04, situada entre o Manaíra e o Conjunto Jaguarema. Também foi anunciado o recapeamento asfáltico de nove ruas do Conjunto Maiobão.

“Hoje é uma data muito importante para o nosso município, afinal são 59 anos de história. Desde que assumimos a Prefeitura de Paço do Lumiar, temos nos dedicado todos os dias para que o nosso município se desenvolva ainda mais. Essas obras que estamos anunciando hoje é apenas o início de uma grande frente de trabalho. O povo de Paço do Lumiar merece viver com dignidade e é isso que estamos buscando”, explicou a Prefeita Paula Azevedo.

O Presidente da Câmara de Vereadores de Paço do Lumiar, Fernando Muniz, parabenizou o município pelos 59 anos de emancipação política. “Quero parabenizar todos os luminenses por essa data tão importante. Paço do Lumiar é uma cidade de povo ordeiro e trabalhador que tem do seu lado uma prefeita que tem trabalhado muito. Como presidente do Legislativo, reitero o nosso compromisso em trabalhar unidos para o bem do povo do nosso município”, disse Muniz.

Durante a solenidade, a Prefeita em exercício, Paula Azevedo, o Presidente da Câmara de Vereadores de Paço do Lumiar, Fernando Muniz e o Deputado Estadual Adelmo Soares, ainda hastearam as bandeiras do município, do Maranhão e do Brasil, ao som da banda marcial da Ueb Bandeira Tribuzzi. Eles também acompanharam uma grande ação social realizada na sede, que contou com atendimentos gratuitos em unidades móveis de saúde, massoterapia, acupuntura, cadastramentos em programas sociais, distribuição de títulos de propriedade e uma feirinha de artesanatos e produtos orgânicos. “Essa ação social foi uma das melhores que a Prefeitura de Paço do Lumiar já fez. Fiz uma massagem maravilhosa, gostei demais”, contou Cristiane, que mora na sede do município.

Ainda pela manhã, como parte da programação em alusão aos 59 anos da cidade, a Secretaria Municipal de Educação também realizou uma solenidade para homenagear os alunos aprovados nos processos seletivos de ingresso ao Ensino Médio das escolas de referências do Estado do Maranhão. O Evento foi realizado no Centro Educacional Domingos Vieira Filho, no Maiobão.

No período da tarde, fieis lotaram a igreja católica Nossa Senhora da Luz, na sede. Momento de fé e oração que também deu início ao ano missionário paroquial, reforçando os valores da fé e esperança do povo luminense. Após a missa, o coral Bazica, da Universidade da Terceira Idade (UNITI), se apresentou na praça pública e a população saboreou o bolo de aniversário da cidade. A Prefeita Paula Azevedo ajudou na distribuição do bolo, que tinha 5 metros de comprimento.

Já durante a noite, uma multidão tomou conta do Viva Maiobão. Uma grande estrutura de som, luz, palco e segurança foi montada para receber a Banda a Loba, Romim Mata e Toca do Vale. Eles colocaram todo mundo pra dançar. “O show foi fantástico, a galera tava muito animada mesmo depois da chuva. Agradeço ao convite feito pela Prefeitura de Paço do Lumiar desejando muita prosperidade para o município”, disse o cantor Romim Mata.

Toca do Vale, conhecido pelo autentico forró, também empolgou o público. “Muito feliz em poder animar esse povo querido de Paço do Lumiar. A gente roda o Brasil todo, mas cada cidade, cada show é diferente. Hoje tivemos uma festa maravilhosa, todo mundo se divertiu com segurança e é assim que tem que ser. Quero agradecer ao convite da prefeitura e dizer que próximo ano quero estar aqui de novo”, finalizou o cantor.

Horas depois de dizer que não é aliado de Flávio Dino, Carlos Madeira faz visita a governador no Palácio

Ao anunciar em entrevista coletiva sua pré-candidatura a prefeito de São Luís pelo Solidariedade nesta quarta-feira (15), o ex-juiz federal Carlos Madeira fez questão de enfatizar que era independente e não fazia parte do grupo do governador Flávio Dino. Chegou a afirmar que não deve vassalagem e, quando necessário, fará críticas às gestões municipal e estadual com a garantia do presidente do seu partido, o secretário de Indústria e Comércio do Estado Simplício Araújo.

“Filiei-me ao Solidariedade por segurança jurídica e política. Terei total independência, não sou base do governador Flávio Dino e o Simplício assegurou que terei total liberdade, inclusive para críticas a modelos de gestão. Eu, por exemplo, se prefeito for, diminuirei a carga tributária e incentivarei o empreendedorismo”, declarou numa crítica velada a Dino.

Horas depois de anunciar sua pré-candidatura a prefeito da capital, Carlos Madeira foi visitar o governador Flávio Dino. Ele estava na companhia de Simplício Araújo. “Estou me propondo a ser protagonista do processo. Nosso projeto tem um cabeça de chapa”, disse o ex-juiz, descartando uma composição com outros candidatos, inclusive Duarte Jr, que pode indicar Karen Barros vice caso não se viabilize.

Em entrevista ao programa Ponto e Vírgula da Difusora FM, o governador Flávio Dino citou Madeira um dos pré-candidatos a prefeito de São Luís do seu grupo político.

Entrevista com Moro: TV Cultura responde crítica de Glenn ao Roda Viva

Mais tradicional programa de entrevistas da TV aberta brasileira, o Roda Viva se viu envolvido em uma polêmica esta semana, às vésperas da estreia de uma nova apresentadora, a jornalista Vera Magalhães. A primeira entrevista sob o seu comando, na próxima segunda-feira (15), será com o ministro da Justiça, Sergio Moro. Uma provocação feita pelo jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do site The Intercept, abriu um debate público sobre a escolha dos jornalistas que participarão da bancada de entrevistadores.

“Seria indesculpável e um tanto covarde para o Roda Viva permitir que Sergio Moro aparecesse sem colocar um jornalista do The Intercept Brasil no painel para participar da discussão”, escreveu Greenwald, acrescentando a hashtag “InterceptNoRodaViva”. Como se sabe, foi o The Intercept que publicou originalmente o vazamento de mensagens entre Moro e os procuradores da operação Lava Jato, em junho de 2019. Na sequência, diferentes veículos de mídia, como Folha, UOL, Veja e El País, atuaram como parceiros na publicação.

Um dia depois da provocação de Greenwald, a TV Cultura divulgou nesta quarta-feira os nomes dos cinco jornalistas que vão participar do programa: Alan Gripp (O Globo), Andreza Matais (Estadão), Leandro Colon (Folha), Malu Gaspar (Piauí) e Felipe Moura Brasil (Jovem Pan). Procurado pela coluna, o diretor de jornalismo da TV Cultura, Leão Serva, considerou “indelicada” a mensagem de Greenwald, que foi entrevistado pelo Roda Viva sobre a chamada Vaza Jato em setembro passado. A entrevista, registrei na época, debateu mais os métodos do que o conteúdo dos vazamentos.

Falando sobre a sua gestão, iniciada em agosto de 2019, Serva diz: “A escolha do entrevistado e dos entrevistadores é feita pela TV Cultura. Não pedimos sugestões nem submetemos a bancada ao entrevistado. Alguns já fizeram sugestões, mas nenhuma foi acatada”. Atualmente, a escolha é feita em uma reunião semanal com as presenças do editor-chefe do programa (Carlos Taquari), a apresentadora (Vera Magalhães), o diretor de jornalismo (Serva), o presidente da TV Cultura (José Roberto Maluf) e o vice-presidente (Carlito Camargo).

O Roda Viva está no ar desde setembro de 1986. Já teve uma quinzena de apresentadores e passou por diferentes fases. A mais recente, iniciada na gestão de Maluf, a partir de junho de 2019, restabeleceu o princípio que a bancada de entrevistadores do programa deve ser formada por jornalistas, e não por especialistas (juristas, médicos, professores, cientistas etc). Daniela Lima foi a primeira apresentadora desta nova fase, mas deixou a função em dezembro (foi para a CNN Brasil). Vera Magalhães a substituiu. Do UOL

Procon apura possíveis irregularidades na oferta de cursos de inglês por escolas privadas de São Luís

Em 2017, o MEC homologou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, definindo o que todos os alunos devem aprender na Educação Básica. Entre os novos objetivos, o documento aponta o inglês como a língua estrangeira a ser ensinada a partir do 6º ano, a partir de 2020. Devido a isso, algumas escolas de São Luís passaram a obrigar pais de alunos ao pagamento de horas extras de aulas de inglês, e a compra de livros exclusivamente com a editora Pink and Blue (PBF).

A imposição feita pelas instituições de ensino tornou-se pauta de reunião entre o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon) e o Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apuram o caso.

A BNCC, em uma versão resumida do que está escrito no texto, diz que é preciso refletir criticamente sobre como a aprendizagem da língua inglesa contribui para a inserção no mundo globalizado e do trabalho. Cita que é preciso reconhecer o idioma como ferramenta de acesso ao conhecimento. Fala também sobre: identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a materna; reconhecer a diversidade linguística do idioma; utilizar novas tecnologias para produzir sentidos em práticas de letramento na língua inglesa; e conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e imateriais, difundidos no idioma. Ao final do ensino fundamental, o estudante deveria de fato estar no nível básico. Mas isto está muito relacionado ao contato que ele tem com a língua.

Acontece que, todas estas competências e habilidades supostamente não estavam sendo repassadas aos alunos, pelas escolas particulares, em São Luís. Logo, para que se alcance resultados solicitados pela BNCC, escolas como Upaon Açu, Crescimento, Literato, Portal do Saber, Educalis, Bom Pastor, entre outras teriam optado, de forma unilateral, por aumentar a carga horária das aulas de inglês, e teriam passado a exigir a compra exclusiva de livros PBF; e em alguns casos implantar cursos como parte de sua grade curricular, podendo o aluno ficar reprovado na disciplina de inglês, caso seus pais não aceitem sua participação nas aulas extras.

De acordo informações apurada pelo Jornal Pequeno, os livros estão custando de R$ 600 a R$ 1.800. Segundo os pais de alunos destas instituições de ensino, “a obrigatoriedade é da escola ofertar a disciplina, e todo o custo estar incluído no valor da mensalidade escolar”. Os contratantes dizem que as escolas tentam “terceirizar” o oferecimento da disciplina, com custos extras para eles, sob os argumentos de ganho de tempo, praticidade e custo benefício. Pois os alunos não mais precisariam fazer cursos de inglês particulares, uma vez que o novo formato de aulas oferecidas na Upaon Açu, Crescimento, Literato, Portal do Saber, Educalis, e Bom Pastor, seria suficiente.

REUNIÃO

Por volta das 9h de ontem (14), na sala da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, promotores do Ministério Público do Estado do Maranhão, e representantes do Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon) se reuniram para avaliar a questão.

De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Raimundo Benedito, pais de alunos se queixam de cobranças abusivas na implementação do sistema bilíngue, feitas pelas instituições de ensino. A presidente do Procon, Adaltina Venâncio de Queiroga, informou que há dois pontos sendo avaliados: a cobrança dos livros de inglês especificamente na editora PBF, e o aumento da carga horária para as aulas de inglês.

Adaltina disse que as escolas em questão estão terceirizando o aprendizado da língua estrangeira. “Estamos levantando as informações com os sindicato das escolas particulares, com o Ministério Público e com o Conselho Nacional de Educação. Somente assim, podemos fundamentar possível venda casada feita pelas instituições de ensino, o que é proibido”, informou a presidente do Procon.

Segundo o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão, não existe nenhuma regulamentação concreta de nenhuma portaria do Ministério da Educação (MEC), que exige a partir de 2020 o aumento expressivo da carga horária da língua inglesa. Ou seja, o que a BNCC fala é de apenas aumento de competências, e que as escolas devem ofertas ferramentas, para que elas sejam absorvidas pelos estudantes.

“De forma alguma, para que os alunos atinjam estas competências, deve haver o aumento da carga horária”, frisou o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor.

“Temos a ideia de que os alunos têm condições de ter todas essas competências dentro de uma carga horária que já existe. Sobre os livros, avalio que seja venda casada”, informou a presidente do Procon.

Segundo Adaltina Venâncio, as escolas estão se autodenominando “bilíngues” como justificativa para as exigências que estão fazendo. Mas, na verdade, as instituições de ensino estão apenas cumprindo a forma “melhorada” do ensino da língua estrangeira, conforme o documento da BNCC.

De acordo com o Procon, o órgão já realizou reuniões com o sindicato das escolas, o SinepeMA. Segundo a assessoria jurídica do Procon, o sindicato não soube informar sobre os posicionamentos adotados pelas escolas. (Do Jornal Pequeno)

Duarte Jr. não sendo candidato a prefeito, Karen Barros pode ser vice de Madeira, diz Simplício

O presidente do Solidariedade e secretário de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo disse com exclusividade ao blog do John Cutrim que na conversa que teve com o deputado Duarte Jr. (PCdoB) um dos assuntos tratados foi a possibilidade da ex-presidente do Procon, Karen Barros ser vice do ex-juiz Carlos Madeira na chapa para disputar a Prefeitura de São Luís.

“O Duarte Jr, não sendo candidato a prefeito, foi discutido na conversa que tivemos a alternativa de indicar a Karen Barros como vice do Madeira”, revelou Simplício ao blog. “Estamos construindo o diálogo no sentido da Karen se filiar a outro partido, o Cidadania, o PRTB, mas só se o Duarte não for candidato, que eu acho que vai ser por outra legenda”, detalhou Simplício em primeira mão ao blog.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15), Carlos Madeira enfatizou que é pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade e não há chances de ser vice.

“Estou me propondo a ser protagonista do processo. Nosso projeto tem um cabeça de chapa, Carlos Madeira, quem vier somar tem que está com esse olhar”, disse.

Madeira afirmou aos jornalistas que tem uma candidatura independente e deixou claro que apesar do Solidariedade fazer parte da base do governador Flávio Dino, garante que não deve vassalagem e fará críticas à gestão governamental, se necessário, com a garantia de Simplício.

“Filiei-me ao Solidariedade por segurança jurídica e política. Terei total independência, não sou base do governador Flávio Dino e o Simplício assegurou que terei total liberdade, inclusive para críticas a modelos de gestão. Eu, por exemplo, se prefeito for, diminuirei a carga tributária e incentivarei o empreendedorismo”, declarou numa crítica velada a Dino.

Simplício, aliado do governador Flávio Dino, endossou as palavras de Carlos Madeira. “É natural que aliados possam ter suas preferências de querer conduzir a política, não podemos ser é prepotentes e arrogantes de não combinar com o povo. Temos a independência e precisamos fazer o partido ter protagonismo. Portanto, dou a segurança dessa pré-candidatura ir até o final e, por isso, demos a autonomia total do Madeira sobre o diretório de São Luís”, garantiu Simplício.

Maduro promete “arrebentar os dentes” de Bolsonaro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro prometeu “arrebentar os dentes” de Jair Bolsonaro.

Em discurso para os milicianos chavistas, ele disse:

“Conheço os planos imperiais, conheço em detalhes os planos da oligarquia colombiana e de Jair Bolsonaro. Se eles se atreverem a atacar, vamos arrebentar seus dentes para que aprendam a respeitar a Força Armada Nacional Bolivariana e o povo de Bolívar.”

Ele disse também:

“Um grupo de terroristas, mercenários, desertores, traidores apoiados, financiado e amparado pelos governos de Jair Bolsonaro do Brasil e Iván Duque da Colômbia assaltaram um quartel no estado de Bolívar. Roubaram fuzis, lançadores de morteiros e mísseis estratégicos.

As tensões entre Maduro e Bolsonaro cresceram nas últimas semanas, quando um grupo de cinco militares que a Venezuela acusa de ser responsável por um ataque a um quartel do país iniciaram os trâmites para serem recebidos como refugiados em Roraima.

Em uma sanha assassina, mataram um jovem soldado de nossa Força Armada Nacional Bolivariana, que conseguiu capturar a maioria dos terroristas e recuperar 95% das armas roubadas. O resto foi levado para o Brasil, amparados pelo governo fascista de extrema-direita de Jair Bolsonaro.” O Antagonista

Flávio Dino debate ações com Weverton, Márcio Jerry e prefeito Erlânio

Em alinhamento e mantendo a política de diálogo constante, o governador Flávio Dino recebeu, na tarde desta terça-feira (14), no Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha (PDT), o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Erlanio Xavier, e o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). No centro do debate, prioridades administrativas, atenção aos municípios e união de forças para que o Maranhão avance ainda mais em 2020.

Durante o encontro, o governador Flávio Dino destacou a importância do diálogo permanente com as lideranças na Câmara e no Senado em prol do Maranhão. Ele lembrou que este tem sido fator determinante para os bons resultados na administração do estado.

Reafirmando-se na Câmara de Deputados como voz ativa na defesa dos interesses de maranhenses e anunciando os avanços conquistados no Maranhão, Márcio Jerry reiterou o compromisso de seguir alinhando forças para estado. “Reafirmamos nosso compromisso em continuar dando total apoio na Câmara dos Deputados à gestão exitosa realizada pelo governador Flávio Dino”, garantiu.

Senador Weverton Rocha também destacou o compromisso dos congressistas. “O governador Flávio Dino tem tido sempre sintonia com a nossa bancada federal. E no momento de crise que o Brasil vive o que tem sido a fórmula para a gente manter a sintonia nas ações é exatamente o diálogo, e não só com o Senado, mas com toda a bancada federal. Temos trabalhado de forma sincronizada para ajudar o Governo do Maranhão e, consequentemente, fazendo parcerias com os municípios”, defendeu.

O senador assegurou que a prioridade é que continue havendo o diálogo e união de esforços: “O grupo liderado pelo governador Flávio Dino vem em 2020, de forma unida, mais do que nunca, para continuar essa parceria importante que é a reunião de todas as forças políticas a favor do Maranhão”.

Quem sai ganhando, segundo o prefeito Erlanio, são os 217 municípios, que recebem investimentos das políticas e ações de Governo e podem ser beneficiados com as emendas parlamentares. “Foi mais um debate em prol dos municípios. Perante todas as crises que os estados e municípios vem passando em nosso país, o governador Flávio Dino vem sendo sempre sensível, dialogando com os prefeitos e com a bancada federal para, juntos, irmos achando soluções para ajudar melhor”, destacou o presidente da Famem.

Plano de Núbia para colocar Dutra de volta a Prefeitura de Paço do Lumiar não está saindo como planejado

O plano de Núbia Dutra para que o seu esposo Domingos Dutra volte a comandar o município de Paço do Lumiar não está dando certo. Dutra – está licenciado por conta de um AVC que sofreu em julho do ano passado – ainda não teria se recuperado por completo, mas Núbia, que sempre teve um grande poder de influência sobre o marido, ensaiou nos últimos dias uma possível volta ao comando do município.

Núbia chegou a afirmar para assessores que estaria contando com apoio de Fred Campos, pré-candidato à Prefeitura de Paço do Lumiar, para que Dutra voltasse ao cargo. Mas o pedetista já disse que não pretende fazer nenhum acordo com o casal.

Dutra e Núbia já foram vistos em São Luís. Quem viu Dutra de perto afirma que ele não está bem. Sem endereço certo, o casal está residindo em local desconhecido. Ninguém sabe ao certo o real estado clínico do prefeito.

Pessoas próximas à Núbia comentam que ela tem laudos que comprovam o bom estado mental de Dutra, mas ela não estaria totalmente segura sobre a apreciação positiva do material por parte do judiciário.

Quando Dutra estava no cargo de Prefeito de Paço do Lumiar, Núbia era Secretária de Administração e Finanças do Município. Entretanto, a passagem dela por lá lhe rendeu várias denúncias feitas pelo Ministério Público.

Núbia foi denunciada por irregularidades na licitação da contratação de uma empresa que prestava serviços de gerenciamento de resíduos sólidos para a cidade de Paço do Lumiar. O MP também denunciou ela, Dutra e mais 4 pessoas por irregularidades no processo de licitação que contratou a empresa Almeida Comércio e Serviços Ltda, para a prestação de serviços de locação mensal de veículos. O contrato tem o valor de R$ 6.405.600.

Bancada do Maranhão reivindica ações urgentes de manutenção e recuperação de rodovias

Membros da Bancada do Maranhão no Congresso Federal estiveram, na manhã desta terça-feira (14), na superintendência regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para reivindicar melhorias nas rodovias federais que cortam o estado. As principais demandas são de melhorias nas BR-135 e BR-222, de responsabilidade do Governo Federal.

O DNIT apresentou aos integrantes da bancada maranhense os dados atualizados sobre as condições da malha rodoviária do Estado. Os parlamentares, por sua vez, questionaram sobre o andamento dos serviços de manutenção das BRs e a respeito da obras que ainda não foram concluídas. Dentre as principais preocupações da bancada, estão as BRs 135 e 222, duas das mais importantes rodovias do Maranhão.

Integrante do colegiado, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) explicou que providências já haviam sido cobradas no início de 2019, mas que pouca coisa mudou desde então.

“A manutenção de trechos de BRs, que estão na iminência de ficarem intrafegáveis devido ao período de chuvas, é urgente e a bancada fez essa solicitação. O superintende Glauco Henrique nos apresentou um quadro geral das obras, todas estão com atrasos e algumas paralisadas, infelizmente, mas ele também se comprometeu a tomar uma atitude emergencial nos trechos que estão mais precarizados”, explicou Márcio Jerry.

A senadora Eliziane Gama informou que durante o encontro os parlamentares manifestaram preocupação com a chegada do período chuvoso. Ela lembrou que o orçamento para recuperação das rodovias federais do Maranhão foi assegurado pela Bancada e agora será necessária a execução das obras.

“A Bancada Federal assegurou o orçamento impositivo para recuperação e continuidade das obras nas rodovias federais maranhenses. O orçamento foi assegurado agora nós precisamos da execução”, afirmou Eliziane Gama.

A senadora maranhense também informou que os parlamentares presentes pediram a substituição, caso necessário, de empresa contratada que está em processo de recuperação judicial, para evitar a lentidão nas obras e contratar outra empresa de forma emergencial.

Além de Jerry e Eliziane, estiveram presentes o coordenador do grupo, deputado federal Juscelino Filho (DEM), os também deputados federais Bira do Pindaré (PSB), e Gildenemyr (PL).

As mudanças na Câmara e no governo com o rompimento dos Pereira com os Coutinho

Acima a vice-prefeita Cristina Pereira ao lado do prefeito Ferdinando Coutinho, quando foram eleitos em 2016.

O rompimento político entre os grupos de Rubens Pereira e Ferdinando Coutinho em Matões segue tendo seus reflexos (saiba mais clicando aqui). Nesta segunda-feira (13) o prefeito Ferdinando está realizando várias reuniões e sondando para saber quem ficará com o governo ou marchará com Rubens Pereira nas eleições deste ano.

Alguns membros do governo já se manifestaram e estão declarando que vão ficar com Rubens Pereira e sua esposa, a ex-prefeita Sueli Pereira. Até agora se declararam que vão ficar com Rubão os vereadores Inácio Carvalho, Bilu e Reginaldo Janjão. Zé Natan, outro nome que muitos apostam que deixará o governo, não se manifestou ainda.

São ao todo treze vereadores no legislativo municipal e mesmo com as saídas anunciadas até agora o prefeito Ferdinando Coutinho conta com a maioria dos parlamentares na sua base de apoio.

Nomes de expressão que também anunciaram marchar com Rubens Pereira foi a Secretária de Assistência Social, Nete Pereira (irmã de Rubens Pereira), Elinaldo Colaço, da Infraestrutura e a vice-prefeita Cristina Pereira (sobrinha de Rubens Pereira).

Os desdobramentos do rompimento político entre os Pereira e Coutinho seguem. Como o anúncio do fim da aliança foi muito recente, muitos governistas ainda nem sabem o que fazer e com quem ficar. Do site do Elias Lacerda

Ministério Público devolve à PF inquérito sobre morte de indígena do Maranhão

O Ministério Público Federal (MPF) devolveu à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga a morte do indígena Paulo Paulino Guajajara e do não indígena Márcio Gleik Moreira Pereira, em 1º de novembro de 2019, durante uma troca de tiros na região da Terra Indígena Arariboia, no Maranhão.

Segundo o MPF, a devolução aconteceu na última sexta-feira. O motivo é que o inquérito estava incompleto, mas não foram dados mais detalhes. Em nota, a PF afirmou que ainda não teve conhecimento da devolução .

A PF descartou a possibilidade de emboscada ou conflito étnico no assassinato. Segundo a PF, as vítimas foram mortas durante uma troca de tiros, mas não esclareceu as circunstâncias do confronto.

Segundo a Polícia Federal, quatro pessoas foram indiciadas pelas mortes — a corporação não informou quem são elas. O inquérito policial concluiu ainda que a causa do conflito foi uma motocicleta de um dos não-indígenas que havia sido depredada.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou nota de repúdio à conclusão do inquérito. Segundo o Cimi, ao descartar a versão do sobrevivente Laércio Sousa Silva, segundo o qual foi uma emboscada, a PF “desconsidera uma história de mais de 40 anos de conflitos com madeireiros nesse território, ao longo dos quais os indígenas vêm sendo assassinados e tendo seu território destruído sem que nenhum assassino seja punido”. O Globo

Dilma vai ao Oscar como a pior atriz coadjuvante

No fundo, deve doer na alma de Dilma Rousseff a constatação de que fez o papel de uma rainha inepta, num enredo confuso, em que o protagonista foi Lula e cujo epílogo foi Jair Bolsonaro. Nesse contexto, é natural seu entusiasmo com a indicação do documentário companheiro ‘Democracia em Vertigem’ para o Oscar. Madame enxergou na novidade mais uma chance de se reposicionar em cena.

“A história do Golpe de 2016, que me tirou da Presidência por meio de um impeachment fraudulento, ganha o mundo…”, escreveu Dilma em nota. “O filme é corajoso, por mostrar o jogo sujo que resultou no meu afastamento do poder…”

Um documentário, como o nome indica, deveria retratar com fidelidade documental um pedaço da história. Num filme como o da cineasta Petra Costa, por engajado, certos fatos e documentos não se confundem com fatos e documentos certos. Quando a verdade tem lado acaba virando meia verdade. E o perigo da meia verdade é a pessoa contar exatamente a metade que é mentira.

No dia em que o Senado levou sua cabeça à bandeja, Dilma fez da tribuna uma autodefesa cenográfica. Sabendo-se deposta, teve a pretensão de falar para a história, não para os 81 senadores. Ensaiou suas melhores poses para as lentes de Petra. Sabia de antemão que o último capítulo de sua Presidência estava sendo filmado. Subiu ao palco sob a direção do caos —ou de Lula, que muitos acreditavam ser a mesma coisa.

Quando começa o caos?, perguntavam-se os brasileiros em crises passadas. O que é o caos? Onde fica o caos? Dilma matou, finalmente, a curiosidade coletiva. Seu governo apresentou a nação ao caos. De gestora impecável, Dilma virou uma espécie sui generis de totem. Um totem revestido com papel de moscas, que trazia grudados todos os indicadores de uma administração ruinosa.

Entre 2013 e 2016, a economia brasileira encolheu 6,8%. O desemprego saltou de 6,4% para 11,2%. Foram ao olho da rua algo como 12 milhões de patrícios. A Lava Jato demonstrara que o único empreendimento que prosperava no Brasil era a corrupção. A força-tarefa de Curitiba já havia produzido àquela altura 106 sentenças condenatórias. Juntas, somavam 1.148 anos, 11 meses e 11 dias de cadeia. Em Brasília, encontravam-se sob investigação no Supremo 364 pessoas e empresas.

Diante desse cenário, com a ruína a pino, as causas invocadas para cassar Dilma —o uso de recursos de bancos públicos para pedalar despesas que eram de responsabilidade do Tesouro e a abertura de créditos orçamentários sem a autorização do Congresso— eram pretextos formalmente válidos para condenar uma administradora precária pelo conjunto de sua obra.

Guiando-se por um script que trazia as digitais de Lula, Dilma falava às câmeras de ‘Democracia em Vertigem’ sobre uma crise que foi sempre culpa dos outros. Em timbre emocional, recordava seus tempos de prisioneira da ditadura. Lembrava da luta contra o câncer. E repetia o lero-lero segundo o qual jamais imaginara que teria de pegar em lanças contra outro “golpe”. Dizia isso em pleno Legislativo, num julgamento comandado por Ricardo Lewandowski, então chefe do Judiciário.

No papel de ‘inocenta inútil’, Dilma evocava os 54 milhões de votos que recebera em 2014 para defender seu retorno à poltrona de presidente. Não para governar, mas para convocar um plebiscito capaz de livrar o país dela própria e de Michel Temer simultaneamente. Cética, a plateia se divertia com as palavras de Dilma como quem brincava de roleta russa, na certeza de que a sinceridade que a oradora manipulava estava completamente descarregada.

Em poucas horas, Dilma iria embora. Levaria com ela as lentes de Petra Costa. Mas deixaria a crise, que continua fervilhando até hoje, como uma telenovela sem fim. A mesma Dilma que agora aproveita a cerimônia do Oscar para reencenar como comédia o drama do pseudogolpe negociou em 2016, por baixo dos panos, um acordo que não aparece no hipotético documentário.

Em 22 de agosto de 2016, longe dos refletores, Ricardo Lewandowski abriu uma fenda na sua agenda no Supremo para encaixar uma visita. Recebeu em seu gabinete a senadora Kátia Abreu, à época no PMDB. Autorizada pela amiga Dilma, a quem servira como ministra, Kátia foi conversar sobre a sessão de julgamento do impeachment, que ocorreria dali a nove dias, em 31 de agosto.

Kátia informou a Lewandowski que os aliados de Dilma apresentariam um requerimento inusitado aos 45 minutos do segundo tempo do julgamento do impeachment. Desejava-se votar separadamente a deposição de Dilma e a punição que poderia bani-la da vida pública por oito anos. Confirmando-se a deposição, os aliados de Dilma tinham a esperança de livrá-la do castigo adicional.

A senadora foi à presença de Lewandowski acompanhada de João Costa Ribeiro Filho, um personagem cujo anonimato não fazia jus ao protagonismo que desempenhou no enredo que produziu mais uma jabuticaba brasileira: o impeachment de coalizão, no qual o PMDB, partido do “golpista” Michel Temer, juntou-se ao PT para suavizar a punição imposta à “golpeada” Dilma, preservando-lhe o direito de ocupar funções públicas mesmo depois de deposta.

Partira de João Costa —um advogado mineiro que cresceu em Brasília e entrou para a política no Tocantins— a ideia de fatiar o julgamento do impeachment. Por ironia, o autor da tese que atenuou o suplício de Dilma já pertenceu aos quadros do tucanato. Em 2010, filiado ao PSDB, tornara-se suplente do senador Vicentinho Alves (PR-TO). Em 2011, trocara o ninho pelo PPL, Partido da Pátria Livre. Chegara a assumir a poltrona de senador por alguns meses, entre outubro de 2012 e janeiro de 2013.

Até ser apresentado à tese de João Costa, Lewandowski não cogitava realizar senão uma votação no julgamento do impeachment. Assim pedia o parágrafo único do artigo 52 da Constituição: “Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.”

Quatro dias antes da visita a Lewandowski, Kátia estivera com Dilma, no Palácio da Alvorada. Levara João Costa a tiracolo. Imaginara que a amiga reagiria mal à prosa. Falar sobre dosimetria de pena àquela altura significava admitir que a condenação era mesmo inevitável. Mas Dilma recebeu muito bem a ideia. Autorizou a articulação.

Por sugestão da senadora, organizou-se uma reunião com José Eduardo Cardozo, o advogado petista de Dilma. Que também reagiu com naturalidade. Informado da articulação pela própria Dilma, Lula comentaria mais tarde, em privado, que enxergara sensatez na estratégia de cuidar também da pena que poderia ser imposta a Dilma.

Kátia Abreu cuidou de comunicar os planos ao então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Apresentado ao roteiro, Renan entusiasmou-se. Disse que considerava “certíssimo” livrar a ex-aliada da proibição de ocupar cargos públicos por oito anos.

Na sessão de julgamento, afora os encaminhamentos de praxe —dois senadores a favor e outros dois contra— Renan Calheiros discursou, ele próprio, em defesa do abrandamento da punição de Dilma. “No Nordeste, costumamos dizer uma coisa: ‘Além da queda, coice’. Não podemos deixar de julgar, mas não podemos ser maus, desumanos.”

Foi nesse diapasão que os senadores livraram Dilma do coice da inabilitação para o exercício de funções públicas depois de tê-la derrubado da Presidência da República. Graças à generosidade dos hipotéticos golpistas, Dilma pôde candidatar-se ao Senado. O eleitorado de Minas recusou-se a conceder-lhe um mandato de senadora, devolvendo-a à condição de cuidadora de netos.

Numa das cenas do seu filme, Petra Costa exibe trecho do último discurso de Lula antes de ser preso. Ele declara a certa altura: “Os poderosos podem matar uma, duas, ou cem rosas, mas jamais conseguirão deter a chegada da primavera”. A divindade petista imaginava àquela altura que plantaria mais um poste no Planalto: Fernando Haddad. Deu no que está dando.

Embora não soubesse, Lula e suas perversões haviam se transformado nos principais cabos eleitorais de Jair Bolsonaro. É contra esse pano de fundo que Dilma celebra o sucesso do documentário de Petra Costa.

“A verdade não está enterrada”, escreveu madame em sua nota, sem se dar conta de que vai à cerimônia do Oscar como marionete de um enredo maquinado por Lula. Não importa o resultado da disputa de melhor documentário de 2020. Dilma já assegurou o título de pior atriz coadjuvante da história. Blog Josias de Souza

Ministro de Bolsonaro no Maranhão

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, participou nesta segunda-feira (13.01) de visita técnica na Rota das Emoções, roteiro que compreende os estados do Ceará, Piauí e Maranhão. A agenda fez parte de um encontro do ministro com o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels e uma comitiva do grupo Be-Nômade para discutir a possibilidade da realização de investimentos no país no segmento de turismo sustentável. O secretário-executivo da Pasta, Daniel Nepomuceno, também participou da agenda.

“O Maranhão é um terra de encantos e de oportunidades de negócios! Recebemos hoje em Tutóia visita de extensa comitiva com destaque para a presença do Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, do reconhecido arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, Antônio De La Rua, fundador do grupo Be Nomad. Amanhã os investidores estarão nos Lençóis Maranhenses prospectando projetos sustentáveis na área do turismo! “, resumiu o secretário de Turismo do Maranhão, Catulé Júnior.

“A Rota das Emoções é uma das 30 rotas inseridas no Investe Turismo e estamos trabalhando para valorizar e ampliar cada vez mais o número de visitantes. É impressionante o potencial turístico de nosso País! Nossas belezas naturais são inexplicáveis e o turismo sustentável é um segmento que tem tudo a ver com nosso país”, comentou o ministro de Bolsonaro. O grupo Be-Nômade foi responsável pela consolidação de Tulum, na Riviera Maya, no México, como destino sustentável.

Ainda durante a agenda, o ministro se reuniu com lideranças locais para discutir ações para o fortalecimento do turismo na região. A Rota das Emoções engloba 14 cidades do Maranhão, Piauí e Ceará, além de áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional de Jericoacoara, no litoral oeste cearense; o Delta do Parnaíba, entre Piauí e Maranhão, e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Com uma mistura de cultura, belezas naturais e história, o roteiro encanta turistas que percorrem a região, uma das mais famosas do país.

O litoral do percurso é próprio para surf, windsurfe e kitesurf, entre outros esportes náuticos praticados ao sabor dos ventos, inclusive em lagoas. O cenário de sol e praia integra a natureza à deliciosa culinária regional. O turista ainda viaja pela fascinante cultura nordestina e pelo artesanato diferenciado dos três estados. São peças de fibras vegetais (buriti, tucun, taboa, coco, carnaúba e sisal), madeira, cerâmica, renda de bilros, bordados, couro, sementes e búzios.

Presidente Dutra recebeu ambulância para o hospital municipal

Em parceria com o Governo Federal e o Deputado Federal André Fufuca, Presidente Dutra, recebeu nesta segunda-feira (13/01), uma ambulância para o Hospital Dr. Eligio Abath.

Acompanhado do deputado Ciro Neto, o prefeito Juran Carvalho, assim como membros do secretariado fizeram a entrega de mais uma ambulância que irá beneficiar Presidente Dutra.

O prefeito Juran Carvalho, disse que “ainda em 2020, está prevista a chegada de outra ambulância através de emenda parlamentar,do Deputado Ciro Neto”, com o aumento na quantidade de ambulâncias atendendo a população o prefeito explicou pretende no futuro, implantar uma espécie de Samu Municipal,”Com duas ambulâncias, no futuro, a intenção é fixar uma no povoado Angical, e a outra ficará no Calumbí, e desta forma será implantado um número de telefone específico para essas ambulâncias do interior”.

SAÚDE PRESIDENTE DUTRA

A meta da prefeitura de Presidente Dutra, é que com a chegada das de mais ambulâncias, poderá ser implantado o programa SAMU Municipal nos povoados com maior número de habitantes, que terão uma ambulância disponível no interior para deslocar os pacientes até a sede do município.

O deputado Ciro Neto agradeceu ao deputado federal André Fufuca, “Ano passado através do deputado André Fufuca já havíamos conseguido duas ambulâncias para a sede do município e agora estamos recebendo mais uma em parceria com o governo federal, mais uma vez, fruto da articulação do deputado André Fufuca”.

Festival do Caranguejo: Paula Azevedo prestigia evento na comunidade Mocajutuba em Paço

Neste domingo (12), a Prefeita em exercício de Paço do Lumiar, Paula Azevedo (SD), esteve no Porto de Mocajutuba, onde prestigiou o tradicional Festival do Caranguejo. A festa que acontece há mais de 20 anos, reúne sempre no mês de janeiro, centenas de pessoa de várias cidades do Maranhão.

Iguaria bastante apreciada em todo o nordeste brasileiro, o caranguejo foi escolhido pela comunidade para dar nome ao festival, valorizando a rica gastronomia do município de Paço do Lumiar.

Paula contou que pretende investir no setor para além de valorizar a culinária local, atrair turistas de outras regiões do país. “Vim com a equipe da prefeitura para analisarmos o que pode ser melhorado para o próximo ano. Algumas pessoas não sabem mas temos na culinária um potencial forte, que precisa ser explorado ainda mais, já que a gastronomia é cultural, e os turistas gostam de viajar para conhecer festivais, que é uma tendência atualmente. E é por isso que estamos incentivando e estimulando o desenvolvimento do setor para que no próximo ano o festival seja ainda maior”, declarou a gestora que estava acompanhada do Secretário Municipal de Planejamento e Articulação Governamental, Jameson Malheiros; Secretário Municipal de Educação, Marcos Ferreira, além de vereadores do município e assessores.

Bolsonaro quis demitir Moro, mas Heleno o impediu

Jair Bolsonaro decidiu demitir Sergio Moro em agosto do ano passado, ao saber que o ex-juiz criticara a decisão de Dias Toffoli sobre o Coaf, que protegeu Flávio Bolsonaro. Mas Bolsonaro foi demovido pelo ministro Augusto Heleno.

A informação consta do livro Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, da jornalista Thaís Oyama.

A obra será lançada pela Companhia das Letras no dia 20.

Segundo o livro, o presidente ficou irado quando soube que Moro havia pedido a Dias Toffoli que reconsiderasse uma liminar que paralisara investigações baseadas em informação do Coaf — entre elas, o caso Queiroz, que envolve Flávio Bolsonaro.

Em uma reunião ríspida com Moro no Alvorada, o presidente disse a Moro que nunca tinha pedido nada ao ministro, e tampouco havia recebido oferta de ajuda dele. A coluna publicou que houve essa discussão, e Moro negou.

No fim de agosto, Bolsonaro tinha decidido demitir Sergio Moro. Mas foi demovido depois de ouvir de Augusto Heleno:

“Se demitir o Moro, o seu governo acaba”.

(Por Guilherme Amado e Eduardo Barretto)

Sarney tentou impedir brasileiros de ver um filme do Godard

Antes da proibição de exibição do Especial de Natal do Porta dos Fundos, a última censura explícita no Brasil a um programa audiovisual aconteceu no governo José Sarney (1985-1990). Em 1986, os cinemas foram impedidos de exibir o filme Je vous salue, Marie, do diretor franco-suíço Jean-Luc Godard, por quase três anos.

No caso do Porta dos Fundos, a censura durou apenas um dia, derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Com Je vous salue, Marie, a proibição valeu dois anos e nove meses. Nas duas circunstãncias, as razões dos vetos foram religiosas.

Lançado na França em 1985, a película conta a história de Maria, mãe de Jesus Cristo, ambientada no final do século 20. O papa João Paulo II condenou a película e foi seguido pelos católicos.

Sarney (foto em destaque) determinou a censura de Je vous salue, Marie (em tradução livre, Eu vos saúdo, Maria) em fevereiro de 1986, depois de pressionado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O então presidente alegou afronta à fé cristã para tomar a decisão.

A imposição de censura ocorreu antes da promulgação de Constituição de 1988. Portanto, Sarney usou a legislação da ditadura para proibir o filme.

Em reação ao veto, artistas, intelectuais e estudantes fizeram intensa campanha em todo o país. Cópias piratas circularam pelas universidades e foram mostradas em sessões privadas.

No Rio de Janeiro, o jornalista Fernando Gabeira puxou um protesto em desobediência civil à censura. A Polícia Federal impediu a exibição e deteve os organizadores.

A mais bem-humorada manifestação contra a proibição do filme partiu do bloco carnavalesco Pacotão, de Brasília. Em alusão ao nome da então primeira-dama, Marly Sarney, fez muito sucesso entre os a marchinha Je vous salue, Marly.

Somente depois da promulgação da Constituição de 1988 a censura caiu. Em novembro daquele ano, o filme foi exibido no Rio de Janeiro com público inexpressivo e nenhuma confusão.

Representante do movimento Novelle Vague, Godard tornou-se conhecido na década de 1960 pelo estilo transgressor na produção cinematográfica. Na época da censura de Je vous salue, Marie, o diretor era um dos preferidos por cinéfilos e intelectuais.

Por essa característica, o franco-suíço teve uma citação na música Eduardo e Mônica, da banda Legião Urbana:

O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

A referência, no caso, serviu para ressaltar a diferença intelectual entre o “carinha do cursinho” e a menina que “fazia medicina e falava alemão”.

Mais de três décadas depois da proibição de Je vous salue, Marie, fica a constatação de que, na prática, é praticamente impossível censurar uma obra de audiovisual. Se, mesmo em tempos analógicos, as pessoas viam o filme em cópias piratas, na era da internet fica muito mais fácil furar o bloqueio do Estado a uma peça artística. Do site Metrópoles

Bela Vista do Maranhão tem novo prefeito

As 18h deste domingo, 12 de janeiro, o juízo eleitoral da 77ª zona anunciou o resultado oficial da nova eleição para prefeito de Bela Vista do Maranhão, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral em outubro de 2019.

Com 52,17% dos votos (3.639), Augusto Filho venceu a disputa contra os candidatos Danielzinho e Gil Farma, que receberam, respectivamente, 2.957 (42,39%) e 185 (2,65%) votos. Os votos brancos somaram 55 (0,79%) e a abstenção foi de 2.229 eleitores (24,22%), com comparecimento de 6.975 eleitores (75,78%).

Pelo perfil @tremaranhao do Instagram, destaque Bela Vista do Maranhão, a Assessoria de Comunicação postou os preparativos e como a eleição ocorreu, mostrando audiências de geração de mídias, carga e lacre, vistoria dos locais de votação, entrega de urnas, votação em si, movimentação na cidade e povoados, apuração e resultados.

Durante o dia 12 foram registradas algumas ocorrências de denúncias de compra de voto, boca de urna – nenhuma comprovada – e condução, por parte da polícia federal, de uma mesária que se negou a comparecer à seção. Outro registro formal foi de fechamento do supermercado Aguiar, onde ocorreu uma confusão entre membros de partidos concorrentes, que assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência após serem ouvidos pela polícia civil.

Pelo dia, também, vários eleitores ligaram para a zona ou compareceram na Câmara Municipal de Bela Vista do Maranhão – onde funcionou a Junta Eleitoral, em busca de confirmar suas seções, uma vez que ocorreram alterações em virtude da biometria obrigatória, realizada  entre 16 de setembro e 16 de outubro de 2019.

“Ocorre que para esta nova eleição ficou determinado que o cadastro de eleitores deveria ser o formado até 14 de agosto e com isso os que se alistaram após essa data ou transferiram seus títulos para Bela Vista não constavam como eleitores aptos para este pleito. Outra situação foi de eleitores que fizeram a biometria e mudaram de seção e estavam indo para esta nova, em vez da antiga, que estava valendo”, explicou André Mendes, diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, que se deslocou de São Luís para acompanhar de perto a eleição.

A Câmara Municipal de Bela Vista do Maranhão serviu de local de gerenciamento da eleição, onde, além da Junta Eleitoral apuradora dos votos,  funcionaram os serviços de consulta ao cadastro, prestação de informações, local de apoio para as forças de segurança e transmissão dos votos para a sede do TRE.

Dados gerais

População: cerca de 11.209;

9.204 eleitores (apenas 7.333 biometrizados. A biometria obrigatória foi entre 16/09 e 16/10/19);

38 seções;

11 locais de votação (5 na sede e 6 nos povoados Centro do Lulu, Tocantins, Curva da Mata do Boi, Chapadimha, Aratauy e Rezinga)

Iema tem 96,5% de aprovação e apenas 0,17% de evasão escolar

O reitor do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), Jhonatan Almada, comemorou os resultados da instituição referentes a 2019. Foram 96,5% de aprovação, 93,5% de frequência e apenas 0,17% de evasão escolar.

“Números excepcionais em qualquer país ou realidade educativa, destacando o acerto do governador Flávio Dino em criar o Instituto”, afirmou.

Ele agradeceu à equipe de trabalho da Reitoria e Unidades Plenas pelos resultados, gestores, professores e estudantes. “Em tempos de ataques à educação, reforçamos nossa defesa da escola pública de excelência. É possível!”, comemorou Jhonatan Almada.

Paulo Marinho Jr. deve se filiar ao PL e assumir vaga de deputado em fevereiro

O vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Jr. deve sair do PP e se filiar ao PL, comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Segundo o blog do John Cutrim apurou, com isso, Josimar deve tirar uma licença e Paulinho assume já no início de fevereiro na Câmara Federal.

Paulo Marinho Jr. saiu das urnas com mais de 55 mil votos para deputado federal, resultado que o colocou na primeira suplência da coligação proporcional que reuniu PDT, PL, PP e Patriotas.

O  blog do John Cutrim obteve informações do que foi acordado. Paulo Marinho Jr. deixará o PP (deve se reunir com o presidente nacional Ciro Nogueira nos próximos dias), se filiará ao PL e assumirá o partido em Caxias e o comando em Codó e em outras cidades da região dos Cocais.

Além disso, Paulo Marinho Jr. assumirá o mandato por 3 meses no lugar de Josimar e mais três no lugar de Junior Lourenço. Nesse período, Paulo Marinho Jr. indicará metade das emendas.

Caso o acordo seja cumprido (Paulinho ou Josimar não voltem atrás), Paulo Jr. renunciará ao cargo de vice-prefeito, ficará seis meses no mandato deputado federal e depois volta pra ser o vice do prefeito Fábio Gentil na eleição de Caxias. Ou não!

Flávio Dino ao O Globo: ‘O centro é essencial para a esquerda em 2020’

Filiado ao PCdoB e reeleito com uma aliança de 16 partidos, o governador do Maranhão, Flávio Dino, defende uma frente ampla para superar a polarização nas eleições municipais deste ano — ele projeta que a divisão entre o bolsarismo e o lulismo ficará “bastante viva” durante a disputa pela preferência dos brasileiros.

Em entrevista ao GLOBO, Dino também afirmou que ainda “há inúmeros caminhos a serem percorridos” até as próximas eleições presidenciais, em 2022, e explicou seu encontro com o apresentador Luciano Huck (a reunião gerou reação em setores da esquerda): “O fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar”.

Leia a entrevista completa abaixo:

Como será a atuação dos partidos de esquerda e do PCdoB nas eleições municipais deste ano?

A eleição de 2020 será um teste para todos os partidos porque será a primeira eleição na História sem coligações para vereadores. Claro que para os partidos que têm desempenhos eleitorais menores, o desafio é ainda maior. Nós estamos investindo em chapas próprias. De um modo geral, especialmente no Maranhão, eu vou participar e vou apoiar os candidatos do partido e das legendas aliadas, que no nosso estado são 16 (entre elas DEM, PT, PP, PR, Solidariedade e PRB). Nacionalmente, de acordo com as alianças que o PCdoB fizer, estou à disposição.

Como não repetir o fracasso de 2018 nas urnas?

É fundamental que tenhamos espírito de humildade e de diálogo. Muita abertura para promover uniões entre o campo da esquerda, o campo progressista, e também alcançando forças políticas que estão externas ao nosso campo, como os setores liberais, chamados de partidos de centro. A meu ver, eles são essenciais para que a gente possa ter vitórias eleitorais importantes em 2020.

O antipetismo pode atrapalhar uma frente ampla?

As alianças partidárias e políticas são fundamentais porque são expressões de segmentos da sociedade. Quando você rejeita ou hostiliza partidos ou lideranças está, na verdade, hostilizando segmentos sociais que são representados por esses partidos. É evidente que você não pode perder identidade. Tem que ter identidade e lucidez programática. Com base numa identidade definida, quem quiser apoiar esse programa, no nosso caso, voltado ao combate de desigualdade, distribuição de renda e defesa dos direitos dos mais pobres, pode somar. Não vamos inverter uma situação de perda de espaço e transformar isso em um ciclo de novas vitórias se tivermos um sentimento isolacionista.

Como superar esse sentimento?

O ano de 2018, de fato, foi um momento muito difícil para o nosso campo político porque viemos de uma sequência de derrotas, sobretudo após a votação do impeachment da presidente Dilma (Rousseff). Houve uma sequência de dificuldades agudas, que já se manifestaram nas eleições de 2016, quando perdemos prefeituras importantes, a exemplo de São Paulo. O pior momento foi 2018. Minha expectativa neste ano é de recuperação. Nossos resultados eleitorais serão melhores do que o que tivemos na eleição municipal anterior. O desgaste do próprio governo Bolsonaro contribui para isso. Estamos chegando ao quinto ano que estamos fora do governo, desde o impeachment, e vemos que persistem problemas gravíssimos econômicos e sociais, a exemplo do desemprego.

Bolsonaro e Lula serão os principais cabos eleitorais desta eleição?

Sem dúvida, o bolsonarismo e o lulismo são correntes políticas hegemônicas na vida brasileira atualmente. A polarização do segundo turno das eleições de 2018 ficará bastante viva em 2020. É claro que são 5.570 cidades no Brasil e há também fatores locais. É da natureza da eleição municipal que esses fatores tenham predominância, mas, sobretudo nas grandes cidades, essa clivagem nacional terá grande relevância eleitoral.

O senhor se reuniu com o apresentador Luciano Huck. Há alguma perspectiva de aliança política?

Eu tive uma reunião com o Luciano Huck e gostei muito. Achei positiva a preocupação que ele tem de estudar os problemas do Brasil, refletir. Ele tem tratado muito sobre temas ligados ao combate à desigualdade. É claro que ele se situa em outro campo político. Não é um quadro, uma liderança, que busca se construir na esquerda. Mas o fato de ele não integrar a esquerda não significa que não devemos dialogar. Mantive essa reunião e vou continuar mantendo, como tenho quase semanalmente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para troca de ideias. Devemos conversar com aqueles que neste momento nos ajudem na defesa do estado democrático de direito. Não houve nenhum tipo de debate com o Huck, nem da minha parte, nem da parte dele, sobre a eleição de 2022 por uma razão prática: estamos em 2020. Seria um debate destituído de objetividade, uma vez que daqui até lá há inúmeros caminhos a serem percorridos.

Setores da esquerda reagiram à sua reunião com Huck. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o senhor estará com Lula ou Haddad.

Eu prefiro o Luciano Huck conversando comigo do que conversando com o Bolsonaro. Sobre a declaração do deputado Paulo Teixeira, achei um gesto simpático, de respeito, amizade, até por causa da história de aliança que temos com o PT desde 1989, desde a primeira candidatura de Lula. É normal que o nosso candidato preferencial seja o PT, assim como outros partidos de esquerda como o PSB, o PDT. Defendo uma frente orgânica, uma reorganização da esquerda, e é claro que só é possível imaginar isso com o PT, jamais contra o PT, mas sem que haja uma imposição de liderança A ou B ou de partido A ou B.

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Flávio Dino vai do MST a Luciano Huck

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

Segundo Hartung, o encontro faz parte de uma série de diálogos que Huck tem mantido com líderes políticos, sem motivações eleitorais. “Não estamos costurando uma frente ampla, mas o diálogo. É um movimento de aproximação de quem defende e valoriza as instituições e que pode evoluir para outros pontos como quem se incomoda com a desigualdade social”, disse Hartung.

Reações
O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Críticas
As constantes viagens a São Paulo e a Brasília levaram a oposição no Maranhão a acusar Dino de abandonar o Estado em nome de um projeto nacional. “O governador abandonou o Maranhão. Participa de mais eventos fora do Estado do que aqui. Faltam foco e articulação com o governo federal, que sempre mandou muitos recursos para o Estado. Hoje, seu foco é a campanha antecipada pelo Brasil e o contraponto ao presidente”, disse o deputado estadual Adriano Sarney (PV), neto do ex-presidente e único integrante do clã, hoje, a ocupar cargo eletivo.

Aliados do governador rebatem dizendo que a agenda de viagens de Dino não sofreu oscilações nos últimos anos e que a maioria das ausências é por motivo de eventos oficiais.

A aproximação com os evangélicos também provocou reações negativas de setores do PT maranhense descontentes por terem sido excluídos da chapa majoritária em 2018 para dar espaço à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), ligada a igrejas. Além disso, a criação de 36 cargos de capelães da Polícia Militar, a maioria entregue a pastores evangélicos, levou à abertura de processo na Justiça Eleitoral – por uso da máquina pública – ainda não julgado.

Dino também se tornou alvo de opositores por, segundo eles, fazer no Maranhão aquilo que critica em nível federal, ao aprovar uma reforma da previdência estadual de forma relâmpago. O governador foi ainda criticado pela esquerda por ter apoiado o acordo para entrega da base de Alcântara aos EUA firmado pelo governo federal.

A interlocutores, Dino tem dito que considera improvável uma chapa com Huck por motivos ideológicos e políticos, mas que não vai descartar a possibilidade de imediato. Nesta semana, ele estará em São Paulo para participar de um evento do Instituto Lula. Conversas com o ex-presidente sobre as eleições de 2020 e 2022 estão no radar.

Vídeo: Grave acidente no Jaracati em São Luís


Outro grave acidente ocorreu neste sábado (11) no Jaracati, em São Luís. Um veículo perdeu o controle no início da ponte Bandeira Tribuzzi e acabou atingindo algumas casas. Não houve vítimas fatais. Vale lembrar que em setembro do ano passado outro acidente de trânsito matou cinco pessoas após o motorista, em alta velocidade, ter perdido o controle e capotado na área residencial do Jaracati.

Um grave acidente também ocorreu no Elevado do Trabalhador, em São Luís, na madrugada de hoje. Um veículo caiu de cima do viaduto na Avenida Jerônimo de Albuquerque/Colares Moreira. O motorista ficou ileso.

Veja os vídeos acima e fotos abaixo dos acidentes deste sábado na capital.