A prorrogação da concessão do Porto do Itaqui ao Governo do Maranhão, que foi oficializada nesta quinta-feira, veio acompanhada de uma fatura pesada: quase R$ 500 milhões.
A renovação saiu após o Estado assumir uma dívida originada de retiradas consideradas “furtivas” pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), feitas entre 2016 e 2018, durante a gestão de Flávio Dino. Os recursos foram sacados das receitas do porto e transferidos ao caixa estadual sem autorização da União.
A dívida, que começou em R$ 341,1 milhões e chegou a R$ 481,2 milhões após correção pelo IPCA, foi reconhecido em acordo firmado na AGU, encerrando disputas administrativas e judiciais. Para manter o controle do porto, o governo de Carlos Brandão (PSB) aceitou parcelar o valor em 26 anos, até 2050.
O Porto do Itaqui se destaca como um dos principais portos públicos do país e um hub crucial para o escoamento da produção agrícola e mineral brasileira. (O Globo)


