• As garantias que serão apresentadas por enviado de Lula a Brandão para ele deixar o governo

    A vinda de José Dirceu ao Maranhão “pelos próximos dias” virá junto termos de um acordo que poderia levar ao entendimento entre dinistas e palacianos rachados há tempos. A idea é apresentar, pelos menos, cinco pontos que possam pacificar a base do presidente Lula no estado.

    Como dito na reportagem sobre a vinda de Dirceu ao Maranhão, um acordo (se aceito) terá toda a garantia o presidente da República. Seria o petista a “homologar” com as partes os pontos que possam garantir o “tratado de paz” no estado.

    O primeiro ponto é voltar à estaca zero de 2022 com o acordo de Brandão sair para o Senado e Felipe Camarão (PT) assumir o governo e concorrer à reeleição.

    Mas o que ganharia o grupo palaciano com isso? Ele, pelos termos pensados, terá apoio incondicional em sua corrida para senador (podendo ser até pelo PT para não ter problema algum) e indicará o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Camarão.

    Além disso, ficará com os espaços em secretárias até o fim de 2026 e, se Felipe Camarão for reeleito, terá também secretárias. Para além disso, o acordo quer garantir ainda que todos os candidatos a deputado aliados de Brandão terão as condições já costuradas para concorrer em outubro.

    Desta forma, o pedido para a recomposição da base lulista, em tese, poderia acontecer.

    Mas faltou um dos aspectos mais importantes que, com toda a certeza, foi a que mais pesou para o esfacelamento do grupo do presidente Lula no Maranhão: as questões jurídicas (muitas vezes bem políticas) que envolvem o governador e seus familiares.

    Sobre o candidato a vice-governador, o PT tem que se certificar de que o aliado Márcio Jerry (PCdoB) vai aceitar o nome até porque seria o de Orleans Brandão. Culpa de Jerry do último diálogo não ter avançado como o esperado porque disse que não daria o espaço de vice aos Brandão.

    A proposta deverá ser feita, mas será que o governador e seu grupo aceitarão? (Imirante)

    Uma resposta

    1. “Acordo cheio de promessas, mas sem garantia de nada. Se eu fosse governador, não confiaria em quem já foi preso e segue com práticas questionáveis. No fim, parece mais presente para a oposição do que solução para o governo.”

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