• Braide é cortejado por lulistas e bolsonaristas, mas mantém distância da polarização

    O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), segue adotando uma postura que, até agora, tem sido sua principal estratégia: o silêncio. Sem confirmar qualquer intenção de disputar o Governo do Maranhão em 2026, o gestor da capital permanece no centro das articulações políticas estaduais.

    Mesmo sem um gesto público em direção à pré-candidatura, Braide, que lidera as pesquisas até o momento, tem sido constantemente lembrado por grupos ligados tanto ao presidente Lula quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Braide teve seu nome colocado em uma lista do pré-candidato a Presidente Flávio Bolsonaro como possível palanque de apoio no Maranhão. Do lado da esquerda, o prefeito da capital é galanteado pela oposição dinista/lulista.

    Mesmo com o interesse simultâneo dos dois polos, Braide prefere se manter neutro. O interesse dos dois campos revela um dado importante: sua força eleitoral e o potencial competitivo em um cenário ainda indefinido.

    Braide é hoje um dos poucos nomes da política maranhense que preserva alta popularidade sem mergulhar na polarização nacional. Essa posição, adota inclusive nas eleições passadas em que disputou, lhe garante trânsito em diferentes espectros ideológicos, algo raro no ambiente político atual.

    Abrir mão de dois anos e oito meses de mandato na Prefeitura de São Luís com um orçamento de R$ 6 bilhões não é uma decisão simples. Uma candidatura ao Palácio dos Leões exigiria cálculo político, avaliação de cenário e, sobretudo, definição sobre alinhamentos nacionais — ponto sensível para quem construiu capital político justamente evitando rótulos. Uma decisão errada poderia comprometer sua carreira política em ascensão.

    Apesar das especulações, Eduardo Braide mantém a estratégia que tem adotado nos últimos anos: evitar a polarização nacional, se colocando como um político de centro, e não confirmar movimentações eleitorais.

    No plano partidário, Braide está no Partido Social Democrático (PSD), legenda presidida nacionalmente por Gilberto Kassab. O partido busca se posicionar como alternativa de centro e tem entre seus quadros governadores com projeção nacional, como Eduardo Leite, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado.

    Por enquanto, o prefeito mantém a mesma linha: nem confirma, nem descarta, inclusive se vai ser mesmo candidato ao governo. E enquanto o silêncio permanece, o seu nome continua sendo um dos mais comentados nos bastidores da sucessão estadual.

    O jogo está apenas começando.

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