O governador Carlos Brandão se manifestou, na noite desta segunda-feira, em um hotel de São Luís, sobre o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que rejeitou o pedido do PCdoB, protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando seu afastamento do cargo. “Tenho muito tranquilidade dos meus atos, eu cumpri todas as determinações do ministro Alexandre de Moraes à época. Foi uma reclamação mais política, estou muito tranquilo, tenho convicção de que não fiz nada errado”, afirmou.
Na ação, o partido sustenta que o chefe do Executivo estadual teria descumprido decisões do ministro Alexandre de Moraes relacionadas a um caso de nepotismo, originalmente levado à Corte pelo Solidariedade. Em parecer assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, a PGR reconhece a relevância de parte dos fatos narrados, mas afirma que não há comprovação suficiente de desobediência a decisões judiciais que justifique uma medida extrema como o afastamento do governador.
Na ocasião, Brandão também abordou a possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Maranhão, destinada a apurar movimentações financeiras consideradas milionárias e atípicas envolvendo o vice-governador Felipe Camarão. “Não estou acompanhando a CPI, não tenho nenhuma participação nisso e junto ao Ministério Público, são poderes independentes. Tanto a Assembleia está fazendo o seu trabalho quanto o MP e eu estou é acompanhando as obras e ações do governo “, afirmou o governador.
Nos últimos dias, o Ministério Público maranhense pediu que Camarão seja afastado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Camarão diz ser vítima de “perseguição política” do governador.
O caso de Camarão está em análise no Estado. Já o de Brandão está no Supremo Tribunal Federal.


