O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), reafirmou a dirigentes do Partido dos Trabalhadores, em reunião realizada nesta segunda-feira (26), no Palácio dos Leões, que permanecerá no cargo até o fim do mandato e não disputará as eleições deste ano. A decisão afasta, de forma definitiva, uma possível candidatura ao Senado em 2026.
Segundo relatos de participantes do encontro, Brandão afirmou que sua permanência no comando do Executivo estadual é estratégica para evitar que adversários políticos assumam o Palácio dos Leões. O posicionamento reforça declaração concedida à revista Veja no fim de semana, na qual o governador foi direto ao justificar sua decisão. ““Vou até o fim porque não vou entregar o cargo a alguém que se juntou com meus adversários”, afirmou.
Durante a conversa com os petistas, o governador citou precedentes de gestores que permaneceram no cargo no Maranhão e em outros estados, mencionou dificuldades políticas recentes e apontou acordos não cumpridos por comunistas, que, segundo ele, inviabilizam o avanço de negociações relacionadas à sucessão estadual.
No encontro, Brandão também abriu espaço para manifestações do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, e afirmou que a pré-candidatura do atual presidente do MDB no Maranhão é irreversível. Na avaliação do cenário eleitoral, dirigentes petistas com interlocução direta com o presidente Lula defenderam uma participação mais ativa do partido na chapa liderada por Orleans.
Entre os temas debatidos, também foi citado o nome da presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Iracema Vale, em um cenário que envolve seu eventual retorno ao PT podendo concorrer ao Senado como parte da estratégia para ampliar o espaço da sigla no palanque governista.


