• Certidão de óbito do “Sicário” de Vorcaro não traz causa da morte

    Apesar de a Polícia Federal (PF) informar que a morte foi decorrente de uma tentativa de suicídio na prisão, a certidão de óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, não traz o motivo do falecimento.

    Em uma versão do documento emitida na quarta-feira (8/4), à qual a coluna teve acesso, a causa da morte do faz-tudo do dono do Banco Master está descrita apenas como “aguardando exames”.

    Certidão de óbito do “Sicário” de Daniel Vorcaro

    Segundo a certidão, o empresário, que era responsável por executar diversas ordens de Vorcaro, morreu em 6 de março. O registro do falecimento foi feito no dia seguinte, em 7 de março.

    De acordo com donos de cartórios consultados pela coluna, não é comum a emissão de certidões de óbito sem o motivo da morte. Eles ponderam, contudo, que isso pode acontecer quando a família quer realizar o enterro o quanto antes, mas ainda há necessidade de realizar exames para comprar a causa da morte.

    Em casos de suicídio, a certidão pode apresentar, por exemplo, o termo “lesões autoinfligidas” como causa da morte. Quanto a Sicário, ele teria morrido após tentar se matar na prisão e ser levado a um hospital, de acordo com a PF.

    No dia da morte, a própria defesa de Sicário informou que o motivo do falecimento foi “morte encefálica”, decorrente da falta de oxigênio no cérebro. Os advogados disseram ainda que o corpo seria encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

    Na certidão de Sicário, também não consta o cemitério no qual ele foi enterrado. Informações oficiais indicam que ele foi sepultado no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte (MG).

    Dados sigilosos
    Como mostrou a coluna, o ministro do STF André Mendonça, responsável pelas investigações do Caso Master, negou o acesso da CPI do Crime Organizado do Senado aos dados da morte do Sicário.

    Em resposta à comissão de inquérito, Mendonça argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que o compartilhamento só seria possível após o fim das diligências.

    “Em relação a ambos os fatos, remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de suas excelências”, diz Mendonça.

    Enterrado um mês antes de morrer

    A data do sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro, foi registrada de forma errada pela Prefeitura de Belo Horizonte, cidade onde o “faz-tudo” do banqueiro foi enterrado.

    No sistema da prefeitura da capital mineira que registra os locais de enterro, consta que Sicário foi sepultado no dia 8 de fevereiro, quase um mês antes da data oficial de sua morte.

    Sicário foi preso pela Polícia Federal (PF) em 6 de março de 2026. No mesmo dia, tentou suicídio na carceragem da corporação em Belo Horizonte e foi levado ao Hospital João XXIII, também na capital mineira. Segundo a defesa, ele faleceu devido à falta de oxigênio no cérebro, configurando morte encefálica.

    A certidão de óbito foi registrada no Cartório do 1º Subsdistrito de Belo Horizonte. Como a coluna noticiou mais cedo, o documento, emitido um dia após sua morte, não especifica o motivo do falecimento. A certidão diz apenas que a causa da morte está “aguardando exames”.

    Segundo donos de cartório consultados pela coluna sob reserva, isso não é usual. Eles ponderam, contudo, que isso pode acontecer quando a família quer realizar o enterro o quanto antes, mas ainda há necessidade de realizar exames para comprovar a causa da morte.

    Na ocorrência de suicídio, na certidão pode constar, por exemplo, “lesões autoinfligidas”. No caso de Sicário, ele teria morrido após tentar se matar na prisão e ser levado a um hospital, segundo a PF.

    De acordo com os dados da Prefeitura de Belo Horizonte, Sicário está enterrado no Cemitério do Bonfim, um dos mais importantes da capital mineira.

    Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura disse que a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica apontou um “erro de digitação” no sistema, e que a data do enterro de Luiz Phillipi já foi corrigida.

    Dados sigilosos
    Como mostrou a coluna, o ministro do STF André Mendonça, responsável pelas investigações do caso Master, negou o acesso da CPI do Crime Organizado do Senado aos dados da morte do Sicário.

    Em resposta à comissão de inquérito, Mendonça argumentou que as investigações ainda estão em andamento e que o compartilhamento só seria possível após o fim das diligências.

    “Em relação a ambos os fatos, remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de suas excelências”, diz Mendonça.

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