• Com Eliziane e Weverton, oposição reúne assinaturas para abertura de CPI do MEC no Senado

    Senadores de oposição ao governo Jair Bolsonaro (PL) reuniram as 27 assinaturas necessárias para a abertura de uma CPI (Comissão de Parlamentar de Inquérito) sobre as suspeitas de corrupção no MEC (Ministério da Educação), segundo anunciou hoje o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) nas redes sociais.

    Segundo Randolfe, líder da oposição, a última assinatura foi do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

    Com a obtenção do quórum, o colegiado poderá ser instalado assim que o requerimento de Randolfe, autor da iniciativa, seja lido no plenário da Casa.

    Segundo a assessoria do senador amapaense, os senadores signatários da petição são os seguintes:

    1. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
    2. Paulo Paim (PT-RS)
    3. Humberto Costa (PT-PE)
    4. Renan Calheiros (MDB-AL)
    5. Styvenson Valentim (Podemos-RN)
    6. Fabiano Contarato (PT-ES)
    7. Jorge Kajuru (Podemos-GO)
    8. Zenaide Maia (PROS-RN)
    9. Paulo Rocha (PT-PA)
    10. Omar Aziz (PSD-AM)
    11. Rogério Carvalho (PT-SE)
    12. Reguffe (União-DF)
    13. Leila Barros (PDT-DF)
    14. Jean Paul Prates (PT-RN)
    15. Jaques Wagner (PT-BA)
    16. Eliziane Gama (Cidadania-MA)
    17. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
    18. Cid Gomes (PDT-CE)
    19. Alessandro Vieira (PSDB-SE)
    20. Weverton Rocha (PDT-MA)
    21. Dario Berger (MDB-SC)
    22. Simone Tebet (MDB-MS)
    23. Mara Gabrilli (PSDB-SP)
    24. Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)
    25. Jader Barbalho (MDB-PA)
    26. Nilda Gondim (MDB-PB)
    27. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

    Pacheco pede investigação
    A possível CPI para apurar irregularidades no MEC ainda precisa passar pelo crivo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele atribuiu para si a avaliação de instalar ou não a comissão.

    “Os critérios de CPI são assinaturas, o fato determinado, orçamento previsto. Então, quando se exige a existência de fato determinado, há um crivo sim da presidência de se entender se aquele fato determinado deve justificar uma CPI ou não”, afirmou Pacheco em entrevista a jornalistas no Senado.

    A tentativa da oposição causou um impasse no plenário do Senado, nesta quinta-feira, 7. A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) diz ter sido vítima de uma fraude ao ter seu nome incluído na lista de assinaturas da CPI sem sua autorização.

    “Isso é uma fraude. Quem fez isso tem que ser expulso desta Casa”, declarou. A lista final com os 27 nomes não traz o dela.

    O presidente do Senado anunciou que abrirá uma investigação para investigar o fato e organizar um novo modelo de coleta de assinaturas na Casa. Nesta semana, Pacheco evitou dar apoio à criação da CPI e defendeu “cautela” em instrumentos do Legislativo que possam virar palanque eleitoral.

    A coleta de assinaturas começou no fim de março.

    Mesmo sem a instalação da CPI, o Senado já tem apurado as suspeitas por meio da Comissão de Educação. Além de colher depoimentos dos prefeitos que relataram pedidos de propina, o colegiado ouviu hoje o presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Marcelo Lopes da Ponte, que negou irregularidades.

    “Diante dos graves fatos narrados acima, cabe ao Senado Federal cumprir o seu dever de monitoramento e fiscalização e apurar as irregularidades e crimes praticados na destinação das verbas do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)”, escreveu Randolfe no requerimento de abertura da CPI. Do UOL

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