Cresceu nas últimas horas, entre aliados de Jair Bolsonaro, a expectativa de que o ministro do STF Alexandre de Moraes autorizará a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
A aposta tem sido feita por integrantes do clã Bolsonaro e até do entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que vem articulando pessoalmente junto ao STF o benefício ao ex-presidente.
Nos bastidores, lideranças bolsonaristas ouvidas pela coluna dizem ter recebido sinalizações de outros ministros do Supremo de que Moraes poderá autorizar a transferência de Bolsonaro em breve.
Aliados do ex-presidente citam ainda o cancelamento da visita do governador Tarcísio de Freitas a Bolsonaro, até então prevista para a quinta-feira (22/1), como um indício da possível decisão de Moraes.
Na terça-feira (20/1), a coluna noticiou que até mesmo alguns ministros do governo Lula passaram a defender, nos bastidores, que o STF autorize Bolsonaro a cumprir pena em sua residência.
A avaliação desses ministros é de que Moraes deveria transferir Bolsonaro para domiciliar por “coerência”, uma vez que concedeu o mesmo benefício ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Desde a quinta-feira (15/1), Bolsonaro cumpre a pena na chamada “Papudinha”, batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal localizado dentro do Complexo da Papuda, em Brasília.
Autorizada por Moraes, a transferência da Superintendência da Polícia Federal (PF) para a Papudinha foi vista por familiares e aliados de Bolsonaro como um “primeiro passo” para a prisão domiciliar.
Na decisão, o próprio Moraes mencionou a possibilidade, ao pedir a avaliação de uma junta médica da PF antes de apreciar o novo pedido da defesa do ex-presidente para que ele cumpra a pena em casa.
Integrantes do Supremo ressaltam, porém, que Moraes só deverá tomar a decisão após a realização dessa perícia da Polícia Federal, algo que ainda não tinha acontecido até a terça-feira (20/1).


