• Flávio Dino e o bezerro de ouro

    Flávio Dino recorreu na sexta-feira passada a uma passagem bíblica para criticar os magistrados e advogados que se aproveitam da função em proveito próprio.

    Perguntou Dino na aula magna que abriu o ano letivo na Escola da Magistratura do Rio de Janeiro:

    — Vocês sabem o que é o “bezerro de ouro” no Direito?

    Sem citar os nomes dos colegas Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, que estão enrolados com o Caso Master, Dino explicou a passagem bíblica numa visão mais moderna e aplicada aos tempos atuais:

    — Lembram da Bíblia, o “bezerro de ouro” de Moisés? É enriquecer a qualquer preço, a qualquer custo. Tanta gente se dedica, estuda, vira juiz, magistrado e depois é punido. Tanto advogado que lutou no Prouni, Reuni, quando vê está preso por lavagem de dinheiro.

    Com o alerta, o ministro concluiu a parábola para a plateia de futuros magistrados e advogados recém-formados:

    — É no tempo do deserto, da escuridão, que você tem que reforçar a sua fé.

    Uma resposta

    1. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino adora um proselitismo e parece que sofre de amnésia seletiva. Recentemente foi flagrado em reunião secreta ‘condenado’ o trabalho da Polícia Federal de “lixo jurídico” somente por que investigava supostos atos, no mínimo, indecoros de ministro da Corte. O ‘Professor de Deus’ esbravejou ainda: “Sou STF Futebol Clube” numa clara, evidente, manifestação que está ‘fechadinho’ com Moraes e Toffoli independente de suas condutas, sejam elas, dignas ou não. Ao ministro igrejeiro, leia-se falso profeta, ‘Ele’ não sabe o que é “Tempo do deserto, escuridão”, portanto também muitos o que é “reforçar a sua fé” em tempos de vacas magras, já que só conviveu com o ‘boi gordo, muito gordo’.

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