O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que conversou com seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido com Lulinha, quando ele teve seu nome citado na CPI do INSS no Congresso Nacional.
— Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei ele aqui, e falo isso com todo mundo, olhei no olho dele e disse: só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda, porque é assim que eu trato as coisas, com muita seriedade — disse o presidente Lula em entrevista ao Uol.
Em dezembro, o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o colegiado queria ouvir Lulinha para esclarecer o depoimento de uma testemunha sobre um suposto lobby a favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O requerimento de convocação foi rejeitado na época.
Na época, a comissão não havia recebido provas que confirmassem o relato e estava em busca de mais informações para aprofundar o caso.
De acordo com o senador, a testemunha afirmou que Lulinha recebeu R$ 25 milhões para ajudar em licitações para a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. O relato, segundo o parlamentar, foi feito à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. A informação foi antecipada pelo portal Poder 360. A defesa do empresário afirmou que não tem conhecimento sobre o caso.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que as reuniões feitas com a empresa do Careca foram registradas no sistema de agendas que é público e não tiveram desdobramentos. “Não há oferta desse insumo no SUS e nenhuma compra foi realizada pelo Ministério da Saúde”, pontuou. Procurado, Lulinha ainda não se manifestou.
Há registros de entrada do Careca no Ministério da Saúde em 2024 e 2025 como CEO da World Cannabis, que seria a empresa interessada a fechar negócios com o ministério na área de canabidiol. Em janeiro deste ano, o empresário chegou a ter uma agenda com o então secretário-executivo, Swedenberger do Nascimento Barbosa, ligado ao PT e que atualmente está lotado no gabinete pessoal do Presidente da República.



Uma resposta
Vai mover até o INFERNO pra Lulinha não ser arguido e nem ter sigilo fiscal e telefônico quebrados….