Pesquisa eleitoral no MA
Foi registrada na Justiça Eleitoral a primeira pesquisa de 2026 sobre o cenário eleitoral no Maranhão. O levantamento foi contratado pelo Portal Imirante e realizado pela Econométrica entre 8 e 11 de janeiro. Ao todo, 1.362 pessoas foram entrevistadas. A pesquisa está registrada sob o número MA-08591/2026. A divulgação está autorizada a partir de 20 de janeiro.
Cenários
O levantamento testou quatro nomes para o Governo do Estado — Eduardo Braide, Felipe Camarão, Lahesio Bonfim e Orleans Brandão — e também simulou cenários de 2º turno. Para o Senado, a pesquisa avaliou 11 possíveis candidatos: Carlos Brandão, Dr. Yglésio, Eliziane Gama, Roberto Rocha, Weverton Rocha, César Pires, Pedro Lucas, Hilton Gonçalo, André Fufuca, Roseana Sarney e Mical Damasceno.
Estratégia
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) voltou a usar uma pesquisa eleitoral de consumo interno para defender o nome do pré-candidato do PT ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão. Segundo ele, o petista estaria em “ascensão”, enquanto Orleans Brandão permaneceria estável e Eduardo Braide seguiria na liderança. O comunista ponderou que, desde 1º de janeiro, pesquisas sobre as eleições de 2026 só podem ser divulgadas com registro no TSE e, por isso, não apresentou os números.
Rubinho 10%
Em 2020, Márcio Jerry fez um prognóstico otimista com Rubens Júnior (PT), então seu candidato à Prefeitura de São Luís, que acabou em quarto lugar, com apenas 10,58% dos votos no primeiro turno.
“Independente”
Falando em Rubens Jr., ao negar que seu pai, o ex-deputado Rubens Pereira, o “Rubão”, vá integrar novamente o governo Carlos Brandão (sem partido) assumindo uma secretaria, o parlamentar afirmou que agora é “independente”. “Hoje eu não sou nem governo, nem oposição. Sou independente no Maranhão”, disse o deputado petista. Rubens Jr. foi aliado do governo Flávio Dino(inclusive ocupando secretarias), integrava até pouco tempo a base do governo Brandão tendo seu pai secretário de Articulação Política, depois de romper com o governo após o episódio dos áudios vazados andou tirando foto com o vice-governador Felipe Camarão e se reunindo com os comunistas e, mais recentemente, andou flertando com o prefeito Eduardo Braide numa possível aliança PT e PSD. Depois de tudo isso, resolveu, agora, adotar uma postura de ‘independência’. Tá certo.
Emendas
O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) vive um desfalque histórico: entre 2001 e 2025, o órgão perdeu cerca de 50% do seu quadro funcional, devido a aposentadorias, exonerações e vacâncias. Em 2024, por exemplo, iniciou o ano com 450 servidores e encerrou com apenas 437. A queda ocorre no momento em que as emendas parlamentares para a Saúde cresceram significativamente, criando uma relação inversa entre volume de recursos e capacidade de fiscalização. O órgão fixou 2027 como prazo final para concluir auditorias pendentes sobre o uso de emendas, especialmente as chamadas emendas Pix.
Dino rejeita cronograma
Ao analisar relatório parcial do DenaSUS, o ministro do STF Flávio Dino considerou insuficiente o cronograma apresentado para conclusão das auditorias e determinou sua redefinição. Dino deu prazo de 10 dias para envio de novo planejamento e mandou oficiar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para cumprir as exigências. Além disso, determinou que o Ministério da Saúde apresente, em até 30 dias úteis, um plano emergencial de recomposição da força de trabalho do DenaSUS, alertando que a queda no número de servidores já compromete a qualidade e a quantidade das auditorias sobre centenas de bilhões de reais em recursos públicos.




