• Tarcísio reafirma que concorrerá à reeleição em SP e diz que apoia Flávio Bolsonaro à Presidência

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reafirmou nesta quinta-feira (15) que ficará em São Paulo nas eleições, minimizou publicações feitas por ele e pela primeira-dama, Cristiane, sobre mudanças no país e disse que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

    “Nunca teve esse projeto. É que vocês não acreditam. Mas eu sempre estou falando que meu projeto é reeleição, reeleição”, disse o governador a jornalistas ao ser indagado se tentaria a Presidência.

    “O Flávio é um grande nome, já falei que ele é meu candidato, que vai ter o nosso apoio”, completou.

    Na terça-feira (13), Tarcísio publicou um vídeo, gravado no fim do ano passado, em que faz críticas ao PT. Sua mulher comentou a mensagem dizendo que o Brasil precisa “de um novo CEO, meu marido”.

    A publicação foi amplamente criticada por bolsonaristas. O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, ironizou a mensagem ao postar uma foto do ex-governador João Doria (sem partido) segurando uma revista que o descreve como CEO.

    “A mensagem ali é de desabafo contra o PT”, disse Tarcísio nesta quinta sobre o vídeo. “A gente está dizendo ali o seguinte: a gente precisa, na verdade, de um gestor que pense o Brasil, que tenha a liderança para enfrentar os grandes desafios e resolver os problemas.”

    “Então, quando você fala que o Brasil precisa de um novo gestor —e aquilo foi falado no contexto de um evento empresarial, por isso que se menciona o CEO—, a gente tá falando: não dá mais pro PT”, afirmou.

    Tarcísio foi questionado sobre como via as críticas de integrantes da família Bolsonaro a ele e a sua mulher, mas preferiu não responder.

    Ele também defendeu a prisão domiciliar para Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado, sob a justificativa do que chamou de “questões humanitárias”.

    “Tem uma questão humanitária aí que está em jogo. O presidente não está bem de saúde. Veja: uma pessoa que tem refluxo às vezes se engasga à noite e pode ter um problema de asfixia”, afirmou.

    As declarações foram dadas na primeira agenda pública do ano do governador. Ele foi a Suzano, na Grande São Paulo, participar de um ato que marcou o início das obras de alças de acesso do trecho leste do Rodoanel à cidade e à vizinha Poá.

    Flávio nega racha com Michelle 

    O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que exista um racha dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou praticar a união da direita e disse que não vai cobrar apoio de aliados.

    “Não tem racha nenhum”, disse, em conversa com jornalistas em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal, nesta quinta-feira (15). Ele voltava de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “A campanha eleitoral está longe. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”.

    Na última terça-feira (13), a primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e curtiu um comentário da primeira-dama paulista que dizia: “o Brasil precisa de um novo CEO, meu marido”.

    Alguns aliados interpretaram a postagem como um recado a Flávio. Michelle estaria contrariada pela forma como Flávio anunciou sua pré-candidatura –ele viajou até São Paulo para comunicar ao governador paulista presencialmente, mas não a avisou sequer por telefone antes de tornar pública a empreitada.

    Flávio foi questionado sobre a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, que mostra crescimento do pré-candidato, embora ainda com desvantagem para Lula no primeiro e segundo turnos da eleição presidencial de 2026.

    “Acho que o resultado ainda não reflete bem a realidade. Não é o que as nossas pesquisas internas estão mostrando. Não existe aquela distância entre eu e o Lula”, afirmou. “[Mas] até as pesquisas como a Quaest mostram um crescimento gigantesco, não apenas com o eleitorado que se diz bolsonarista, mas inclusive com o eleitorado que se considera nem de esquerda e nem de direita”.

    Na conversa, Flávio voltou a reclamar do barulho na cela do ex-presidente. “Ele pediu um abafador por causa do som enlouquecedor a que ele é submetido por quase 12 horas por dia, de 7h da manhã às 7h da noite”, afirmou. “Isso é técnica de tortura, não tem outra palavra fofinha pra dar.”

    Respostas de 2

    1. “Ele percebeu que disputar a posição de liderança máxima neste momento não lhe traria vantagens concretas. Sem o respaldo do principal articulador do grupo, correria o risco de comprometer o controle do estado que governa. Mesmo contando com o apoio de Michelle, esse suporte se revela condicionado por vínculos familiares, já que o irmão dela integra o governo de Tarcísio. Em termos estratégicos, a escolha de recuar demonstra cálculo político: preservar a base de poder atual pode ser mais prudente do que arriscar uma derrota em busca de protagonismo.”

    2. “Ele sacou que brigar pela liderança agora não seria vantagem. Sem o apoio do principal articulador do grupo, poderia acabar enfraquecendo até o controle do estado que governa. O apoio de Michelle até existe, mas está muito ligado a questões familiares, já que o irmão dela faz parte do governo de Tarcísio. No fim das contas, recuar foi um movimento estratégico: melhor segurar a base de poder que já tem do que arriscar perder tudo tentando aparecer como protagonista.

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