Bolsonaro diz que existe “risco de ser eliminado”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta 5ª feira (6.jan.2022) que existe “risco de ser eliminado”. Deu a declaração em live semanal ao falar sobre sua segurança e a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

“Agora, que existe o risco de eu ser eliminado isso existe. Você pode ver, em 2018, nós começamos a crescer e chegou um ponto que outro lado entendeu que a gente ia ganhar as eleições e aí tentaram me matar”, disse.

Bolsonaro repetiu esperar novos desdobramentos da investigação sobre o ataque que sofreu na época. A PF escolheu o delegado Martin Bottaro Purper para assumir o inquérito que apura o caso. “Espero que esse processo agora com o novo delegado da PF realmente chegue ao final aqui em Brasília apontando os responsáveis pela tentativa de homicídio que eu sofri”, afirmou.

Primeiro responsável pelo inquérito, o delegado Rodrigo Morais Fernandes foi transferido pela PF aos Estados Unidos. Ele será oficial de ligação da PF junto à força-tarefa de El Dorado, no escritório da HSI (Homeland Security Investigations), em Nova York.

As investigações sobre o atentado contra Bolsonaro em 2018 apontaram que Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada, agiu sozinho, por iniciativa própria, sem mandantes e ajuda de terceiros. A PF não comprovou a participação de partidos políticos, facções criminosas, grupos terroristas ou mesmo paramilitares em qualquer das fases do crime.

Em novembro, a investigação foi reaberta. A apuração vai mirar dados do advogado que defendeu Adélio na época do atentado.

Adélio foi absolvido do ataque contra Bolsonaro por ser considerado inimputável, ou seja, incapaz de responder pelos atos que praticou. Por isso, sua pena foi convertida em internação psiquiátrica por tempo indeterminado. Ele cumpre a sentença na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) desde 2018. Poder 360

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