Candidato do MPF à PGR, Nicolao Dino critica Aras

Mais votado em 2017 na lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para a sucessão na Procuradoria Geral da República (PGR), o subprocurador-geral da República Nicolao Dino diz que a gestão de Augusto Aras no comando do Ministério Público Federal (MPF) tem uma espécie de vício de origem, já que o presidente Jair Bolsonaro ignorou a lista tríplice organizada pela ao indicá-lo, em 2019.

Para ele, isso colocou em xeque a independência de Aras no cargo. Quando concorreu à PGR, Dino foi preterido pela segunda colocada, Raquel Dodge, escolhida pelo então presidente Michel Temer. No caso de Aras, dois anos depois, ele sequer participou da consulta interna. Em entrevista ao Valor, Nicolao também criticou a atuação – ou a omissão – do PGR na pandemia, como no caso da falta de oxigênio em Manaus.

O subprocurador disse ainda que um procurador-geral não pode ser “refém” de ambições pessoais, seja para ser reconduzido ou para alcançar outras posições, como a de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O mandato de Aras termina em 26 de setembro e ele é visto como interessado em ser indicado para o STF, cuja próxima vaga abre em julho, com a aposentadoria do decano, ministro Marco Aurélio Mello.

Mesmo considerando difícil Bolsonaro escolher algum nome da lista tríplice, ele defende o processo e diz que a iniciativa tem um significado político importante.

Valor Econômico

1 pensou em “Candidato do MPF à PGR, Nicolao Dino critica Aras

  1. Esse sistema político apodreceu, a cada dia o País acentua as desigualdades sociais, as elites da política e do grande empresariado com a conivência das autoridades que fingem não ver pois são beneficiados com os desmandos que se aprofundam cada vez mais, empobrecendo os trabalhadores, sejam assalariados ou autônomos, micro e pequenos empresários e os pequenos contribuintes que sustentam o festival de gastos com dinheiro público. Por isso, o Brasil não tem jeito e jovens que puderem sair do País o façam porque aqui não há futuro.

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