
O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (13), após passar por exames no Hospital São Domingos, em São Luís. Ele foi diagnosticado com paralisia facial do lado esquerdo e já está em casa, onde dará continuidade ao tratamento com medicamentos e deverá fazer sessões de fisioterapia.
Apesar da piora no quadro clínico registrada nesta terça-feira, os exames não apontaram danos maiores. Cutrim apresenta dificuldade para falar, não consegue fechar o olho esquerdo e está sem movimentos no lado esquerdo do rosto. A causa da paralisia ainda não foi esclarecida pelos médicos. A informação inicial de que ele teria sofrido um derrame não se confirmou.
Segundo as informações, os primeiros sintomas surgiram na última sexta-feira (9), mas o ex-secretário acreditou que o problema poderia ser resolvido com medicamentos e não procurou atendimento médico naquele momento. Nesta terça, diante da persistência e do agravamento dos sintomas, a esposa o levou ao hospital, onde ele foi submetido a exames para avaliação do quadro.
Com a alta, Cutrim foi liberado com medicações para seguir o tratamento em casa. A defesa deverá apresentar uma petição à Justiça para solicitar autorização para que um fisioterapeuta possa atendê-lo na residência, considerando as limitações de movimento e a dificuldade de fala provocadas pela paralisia facial.
A situação de saúde também foi comunicada pela defesa ao sistema de monitoramento da Polícia Federal (PF), responsável pelo acompanhamento das medidas judiciais impostas ao ex-secretário.
Raimundo Cutrim cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação do caso Tech Office. A medida foi estabelecida em julho e posteriormente mantida pela Corte, em julgamento virtual no qual oito ministros votaram pela continuidade da prisão domiciliar. Dino não participou da análise por estar impedido.
O ex-secretário é investigado por suspeitas de obstrução de Justiça, coação e monitoramento ilegal. (O Informante)
