Em São Luís, Lula diz que esta é sua última eleição e quer “mandato histórico” se for reeleito

O presidente Lula (PT) exaltou o pacote de bondades encaminhado por seu governo nas vésperas do segundo turno da eleição, repetiu que esta é sua última campanha presidencial e disse que pretende fazer um “mandato histórico” caso seja reeleito.

“Essa é a minha última campanha para presidente da República. É a última campanha. E esse mandato eu quero que seja um mandato histórico”, disse o presidente em ato de campanha nesta terça-feira (20), em São Luís, no Maranhão.

Após o encerramento do ato, Lula disse que visitaria o ex-presidente José Sarney (MDB), 96, que recebeu alta hospitalar após uma cirurgia abdominal.

Lula citou propostas de programas que pretende ampliar em um eventual quarto mandato, como a expansão do Pé-de-Meia para universitários e para todos os alunos de ensino médio da rede pública de ensino — removendo a restrição atual voltada apenas a famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.

“Eu quero que seja um mandato para que a gente possa universalizar o Pé-de-Meia para o ensino médio, criar o Pé-de-Meia para os estudantes universitários, continuar gerando emprego de qualidade, formando profissionais”, citou o presidente.

O petista afirmou ainda que vai investir nas indústrias digital, verde e criativa, “para gerar emprego de qualidade para as nossas meninas e para os nossos meninos”.

“E vai ser um mandato de proteção às mulheres. Chega de violência contra as mulheres”, completou.

Em pronunciamento à imprensa, o presidente anunciou que enviará ao Congresso nesta quarta-feira (21) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para instituir a gratuidade do transporte público aos sábados e domingos.

Lula disse ainda que vai sancionar também nesta quarta a lei de perdão de dívidas de 4 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) com débitos inscritos na dívida ativa da União. A medida, disse, permitirá que essas pessoas limpem o nome e retomem suas atividades.

O presidente voltou a cobrar que seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro, divulgue seus dados bancários e telefônicos. Lula afirmou que seus advogados apresentariam ao Tribunal Superior Eleitoral um pedido para abrir os próprios sigilos e os de familiares, incluindo os da primeira-dama e dos filhos.

“Eu quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele, o sigilo telefônico dele. Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto.”

Lula desembarcou por volta das 10h30 no aeroporto Marechal Cunha Machado, onde foi recebido pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), que disputou o governo estadual neste ano e foi derrotado.

De lá, seguiu para o Largo do Carmo, no Centro Histórico de São Luís, onde uma multidão de militantes e eleitores o aguardava com bandeiras, broches, adesivos e cartazes com a frase “Abre o sigilo, Flávio”.

O ato em São Luís reuniu políticos aliados do presidente, entre eles a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL), as senadoras Ana Paula Lobato (PSB) e Eliziane Gama (PT), o senador eleito André Fufuca (PP) e o governador Carlos Brandão (MDB).

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