
Na sessão histórica de 15 de setembro, Flávio Dino deixou claro não concordar com a transmissão ao vivo dos julgamentos do STF.
“É uma posição antiga que eu tenho”, disse o ministro.
A exibição das sessões do Supremo começou em 2002, com a criação da TV Justiça, durante a Presidência de Marco Aurélio Mello, grande incentivador da ideia. Ele defendia, na época — e até hoje, já aposentado — que “a eficiência do setor público depende da publicidade e da transparência”.
Mas o tema é, de fato, polêmico, embora atualmente, pelo menos por ora, não se veja espaço em Brasília para se voltar atrás.
Em 2008, por exemplo, já havia uma divisão entre os ministros sobre a transmissão dos julgamentos.
Ellen Gracie, à época presidente da corte, disse a este colunista que não havia, no mundo inteiro, nenhuma corte suprema que deliberasse em sessões transmitidas ao vivo pela TV. Nessa linha, o ex-ministro Carlos Velloso, que se aposentou em 2006, já chegou a afirmar que o Supremo deveria resguardar, sim, o que chamou de “uma aura de mistério”.
O então relator do mensalão no Supremo, Joaquim Barbosa, afirmava que a não transmissão “preservava a integridade do juiz e o defendia de ameaças e pressões”, mas admitia que já tinha se acostumado às câmeras no plenário.
A brincadeira, com um toque de seriedade, naquela ocasião, era a de que, com os holofotes, as gravatas dos ministros melhoraram e os votos se tornaram mais longos. Carlos Ayres Britto, hoje aposentado, jurava que, quando chegava ao plenário, abstraía as câmeras.
Celso de Mello, decano da época, defendia a transmissão, com o argumento de que “os atos do Estado devem ser expostos à luz do sol” e “as sessões são um direito do cidadão”.
O ex-ministro e autor de contos eróticos, Eros Grau, era terrivelmente contra a TV Justiça. “Isso não é transparência, é exibição. Não quero ser ator, quero ser juiz”, já sentenciou a este colunista quando ainda estava na corte.
Em 2018, o então deputado federal Vicente Cândido, do PT de São Paulo, apresentou um projeto na Câmara para acabar com as transmissões no STF. Ele alegou que a exibição em tempo real gerava um “sensacionalismo” e prejudicava a reputação de réus e investigados antes de um julgamento definitivo. A proposta empacou na Comissão de Constituição e Justiça e nunca foi para frente.
Com ou sem transmissão, fato é que os ministros do Supremo se tornaram celebridades — ou pseudocelebridades. Hoje em dia, é mais fácil os brasileiros saberem a composição da Suprema Corte do que a escalação da seleção brasileira. As excelências togadas ganharam fãs e haters. Dão autógrafos, palestras e até fecham contratos com bancos por meio de familiares. Plato BR

Respostas de 5
esse cidadão deseja implantar o sistema comunista nesse Brasil, aos pouco tenta desfazer a verdade por seus interesses pessoais, atrás dessa fala bonita, cheio de principios tem ódio, rancor, e poder………cuidado! oainda vem mas coisas …agurdem…
Caro Antônio Carlos…Nunca existiu Comunismo no mundo, é só ler, estudar!! Marx imaginou uma sociedade igualitária, justa e sem o Estado, ou seja, a penas uma utopia. Se tem exemplos de sociedades Socialista, mas bem longe do ideário marxista. A sua falta de conhecimento ou de uma simples leitura, replica nos outros uma ignorância que é somente sua. Ja leu o Capital de Karl Marx? Faz, pelo menos, uma leitura simples no Google pra evitar falar o que não sabe.
Flávio Dino é, antes de tudo, uma fraude ambulante,
Esse ministro é um poço de incoerência e vaidades, além de ser um eterno político que nunca desce do palanque. Na última sessão do STF, Flávio Dino, o Rocambole do Inferno, esbravejou que “ali não é local para quem busca aplausos”, mas foi o tempo um discurso político e de ofensas aos seus pares. Com piadas de mau gosto e tremenda falta de educação, Dino jogou para a plateia e a sua trupe, incluindo assessorea, que deviam tá trabalhando, invadiaras as redes socais com palavras de ordem e fazendo um lançamento claro de Dino substituto de Lula. Impecheament já. É cristalino que o conhecido “Professor de Deus” transformou o STF em uma verdadeira arena política com o apoio luxuoso do ministro Gilmar Mendes, que defenddeu a impunidade e ainda jogou o STF na lama ao “afirmar que até os mafiosos tem ética” e que nenhum ‘colega’ deve ser investigado mesmo que haja fartos indícios de corrupção. Viva a Tropa de Chque de Lula no Supremo Tribunbal Federa!!!!!
Sobre esta observação de que em outros Países (civilizados, diga-se) não existe transmissão ao vivo, usar esse argumento para proibir a transmissão é um argumento capenga. É cocho, é mnco
Explico: Para usar esse argumento, deve-se copiar, em todo, a prática em Países civilizados.
Vejamos:
a) Em qualquer Pais civilizado e democrático (até no Chile), um ministro ser pego com as calças sujas e cheias de grana, como ocorreu com um deles, seria afastado imeditamente do cargo até o término da investigação. Se confirmada a culpa, teria uma cadeira no xilindró.
2) Em nenhuma Corte Suprema do Mundo Civilizado, o Presidente da República ou o/a Monaca indica seu advogado particular ou advogados do seu Partido Políticopara a Corte e nem indica cidadãos que exerceram cargo político para a Corte Suorema.
3) A Principal diferença? Nesses Países ditos civilizados, a Corte Suprema é apenas gurdiã da Carta Federal, não é um Tribunal para decidir até briga de galos e se o Campeão Brasileiro de Futebol do Brasil de 1987 foi o Flamengo ou o medíocre Sport do Recife.
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Obs: Bolsonaro falou em transformar o STF em apenas uma Corte Constitucional… o que ocorreu? Cairam de pau nele… limitar a Suprema Corte em Tribunal apenas constitucional “esvaziariam” os Ministros nas suas percpectivas de “negociarem” alguma coisa; impossibilitaria seus ministros de transformarem o STF em um gigantesco Balcão de Negócios, Balcão esse com o poder de fazer até um MegaGânster DOAR (Assim, “di grátis”, sem pagar nada) CARTÕES DE CRÉDITO liberados R$300.000 pra cada um dos filhos de um “Paladino da Democracia”.
Que tal pensar nisso, Coveiro do Maranhão?)