O Grupo Mateus encerrou 2025 com o fechamento de 28 lojas, incluindo o encerramento do departamento de eletro em 20 unidades de varejo alimentar. No quarto trimestre, apenas 13 lojas de eletro foram fechadas, enquanto a companhia abriu nove novas unidades de varejo alimentar (cinco atacarejos, três supermercados e um hipermercado). Ao final do ano, o grupo totalizava 302 lojas.
O desempenho operacional ficou abaixo das expectativas do mercado. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as ações da empresa caíam 13%, a R$ 4,18.
A perda de alavancagem operacional contribuiu para o resultado fraco. No quarto trimestre, a despesa operacional cresceu 34,2%, totalizando R$ 1,7 bilhão, enquanto a receita líquida avançou 20%.
O aumento das despesas refletiu principalmente a consolidação do Novo Atacarejo, que adicionou cerca de R$ 237 milhões aos custos, além da abertura de novas lojas e expansão em segmentos como supermercados para classe alta, com a marca Spazio. A relação entre despesa operacional e receita líquida subiu de 14,6% no fim de 2024 para 16,3% no último trimestre.
“2026 é ano de ganhar eficiência com margem, despesa e ciclo de conversão de caixa, dado que o macro está mais difícil”, afirmou Tulio de Queiroz, vice-presidente financeiro. A companhia também indicou que pretende abrir “bem menos lojas” neste ano e focará na melhora do caixa e redução da dívida.


