Maranhão ganha autonomia no sequenciamento genômico para identificar variantes do novo coronavírus

O Maranhão concluiu, nesta semana, o primeiro sequenciamento genômico para a detecção de variantes do novo coronavírus. A partir de agora, as análises das amostras do estado, antes enviadas para o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), serão realizadas pelo Laboratório Central do Maranhão (Lacen/MA). O trabalho é fruto de investimentos do Governo do Estado na área da saúde para enfrentamento da pandemia.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, destaca que esse é mais um avanço que resulta do comprometimento do Governo do Maranhão no combate à Covid-19. “Essa é uma conquista importante que vai nos ajudar a acompanhar a evolução da pandemia no Maranhão. O trabalho do Lacen tem contribuído significativamente para a elaboração de estratégias para o enfrentamento ao vírus, por isso não temos medido esforços para fortalecer o laboratório e o papel que ele desempenha”, disse.

Os sequenciamentos serão feitos por amostragem de pacientes diagnosticados com a Covid-19 e os resultados vão permitir observar o cenário da pandemia. As análises vão identificar as variantes do vírus em circulação e prevalentes no estado. O sequenciamento completo pode levar de 3 a 4 dias.

“A partir de agora, o Maranhão poderá fazer as análises de identificação por conta própria. O lado bom de nos tornarmos independentes neste sentido, é que poderemos dar mais celeridade aos resultados. O trabalho de vigilância, na identificação precoce e o sequenciamento genômico, é mais uma ferramenta que será utilizada para o controle e combate da pandemia no estado”, explicou o diretor do Lacen/MA, Lídio Gonçalves.

Para que o Lacen/MA pudesse realizar o sequenciamento, técnicos do laboratório das especialidades de biomedicina, farmácia e biologia passaram por um treinamento para o uso de tecnologias mais modernas para a identificação de variantes virais. O treinamento aconteceu em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Até então, o estado precisava do suporte de outros laboratórios para fazer o sequenciamento e a identificação de variantes a partir das amostras que eram enviadas e os resultados conhecidos meses depois. “Agora, o Lacen ganha em autonomia, o que impactará nas tomadas de decisão para o enfrentamento à doença, norteando as decisões do poder público estadual”, destacou o diretor do Lacen.

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