Falas atribuídas ao deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), feitas durante participação no Podcast 3 Irmãos, passaram a ser analisadas sob o ponto de vista jurídico e institucional após ampla repercussão nas redes sociais.
“Agora compara Santa Catarina com o Maranhão. Compara: é o mesmo país? Dá para comparar? Não dá, né. No Maranhão, uma bosta. Como você vai comparar com Santa Catarina?”, afirmou.
Durante a conversa, Bilynskyj afirmou que a diversidade territorial do Brasil seria um problema para a elaboração de políticas públicas e usou Santa Catarina e o Maranhão como exemplos extremos. O deputado defendeu maior autonomia legislativa para estados que, segundo ele, seriam mais “homogêneos”.
Além do tom agressivo, o parlamentar também cometeu um erro histórico ao comentar sobre a formação dos estados brasileiros, confundindo cidade e unidade federativa ao falar sobre a antiguidade da Bahia.
“Qual que é o estado mais antigo do Brasil? Salvador, né? A Bahia, Bahia, Bahia — desculpa, Bahia, exato. Santa Catarina é mais recente, né. Então tem outros elementos aí, né?”
Os trechos divulgados trazem comentários envolvendo estados do Nordeste, com comparações regionais que motivaram acusações de preconceito e questionamentos sobre eventual violação ao decoro parlamentar.
Especialistas apontam que manifestações públicas de agentes políticos podem, em tese, ser avaliadas à luz do Regimento Interno da Câmara e de princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a igualdade federativa.
Paulo Bilynskyj (PL), 38 anos, é deputado federal por São Paulo e delegado licenciado da Polícia Civil paulista.
Atualmente, Bilynskyj responde a três processos disciplinares.


Respostas de 3
Uma bosta e um retrocesso é um cara desse está na Câmara Federal. Fazer o que?
Esse tipo de desgraça devia era criar vergonha e levar uma surra o mais triste é ver maranhense e gente que ganha dinheiro aqui apoiar esse tipo de “gente” isso é mais vergonhoso!
A fala desse deputado imbecil é revoltante, porém cabe uma reflexão sobre o que ele disse, a nós maranhenses, na condição de eleitores, porque temos uma grande parcela de culpa para esse tipo de comentário. Senão vejamos: o Maranhão ao longo da sua história política teve a infelicidade de ser comandado por grandes oligarquias, a primeira foi de Vitorino Freire, 20 anos, a segunda foi a de Sarney, 52 anos de mando no Estado. Nesse longo período o cabresto político castrou a criatividade, o brio e a altivez da população. Entramos num apagão cultural sem precedentes, no passado tivemos grandes figuras como Gonçalves Dias, Maria Firmina dos Reis, Sousândrade, Raimundo Correia, Ferreira Gullar, e outros; atualmente não se vê nenhum destaque, cultural nem político; quando aparece nos noticiários da imprensa nacional são escândalos de corrupção. Portanto, a nossa indignação merece ressalvas.