Após fugir para os EUA, Flávio Bolsonaro se declara ‘presidente eleito’ do Brasil

Em uma carta divulgada após Flávio Bolsonaro (PL) fugir do Brasil rumo aos Estados Unidos, o senador declarou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o “verdadeiro presidente do Brasil”.

As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, contrariam com a postura do PL, partido de Flávio, e com a confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

No documento, Flávio agradece a líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirma que está em território norte-americano.

O parlamentar ataca o Judiciário e alega a existência de um “regime de exceção” e “perseguição política” contra a sua família, negando que sua saída represente uma fuga e comparando sua ida ao exterior a episódios de exílio político de figuras históricas.

No documento, o senador argumenta que teria ocorrido uma “impossibilidade matemática” na votação e contesta decisões tomadas pela Justiça, especialmente ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a votação.

O ministro determinou a extensão do horário de votação após pedidos de prorrogação em virtude de problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas.

Flávio, no documento, defende a cassação da chapa eleita, de Lula e Geraldo Alckmin, e diz que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos.

“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, escreveu o senador no texto.

TSE confirmou vitória de Lula

Apesar das declarações de Flávio, o TSE confirmou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito. A Corte Eleitoral também afirmou que a eleição transcorreu em segurança.

Em manifestações após a votação, o tribunal reiterou que o processo eleitoral ocorreu com transparência, sem ocorrência de fraudes ou inconsistências que pudessem comprometer a legitimidade da vontade expressa pelos eleitores.

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