
O capitão da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) Jurambergson Gomes Soeiro Sobrinho Silva, conhecido como “Berg”, foi preso pela própria corporação nesta quinta-feira (8), em cumprimento a mandado de prisão preventiva.
Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o capitão da PM está sendo apresentado na Delegacia Especial da Mulher (DEM), no bairro Jaracaty, em São Luís.
O capitão da PM é investigado por suspeita de agredir uma mulher e efetuar disparos de arma de fogo contra outra durante uma confusão em um posto de combustíveis na capital maranhense.
Na tarde de terça-feira (6), o policial prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado, pois, naquele momento, não havia mandado de prisão em aberto contra ele.
A vítima, identificada como Sara Pinto Brito, afirmou que não conhecia a outra mulher agredida e que tentou ajudá-la ao perceber a violência no local.
De acordo com o relato de Sara, ela havia saído para se divertir com amigos quando viu a outra mulher, que também é policial militar, sendo atacada no chão. Movida pelo impulso de salvar a vida da mulher, Sara tentou afastar o militar sem saber que ele estava armado.
Ao intervir, ela foi atingida com coronhadas no rosto e chutes, perdendo a consciência. As agressões continuaram mesmo após a vítima desmaiar.
“Eu estava lá, quando eu olho, ela está caída no chão e meu impulso veio na minha cabeça, ajuda ela ou ele vai matar ela. Meu impulso foi ir para cima, para afastar ele. Em nenhum momento eu achei que ele fosse vir para cima de mim, entendeu? Eu empurro, tentando só afastar e nisso ele veio para cima de mim. E nessa que ele veio para cima de mim, ele já vem com a arma em punho e começa a me dar muita, muita coronhada, muita coronhada, muita coronhada. Na hora que eu fico desacordada, depois que eu apago, que eu desmaio, ele continua me batendo, ele sai, volta, me dá muito chute na cara, me dá coronhada na cara”, relatou Sara.
As câmeras de videomonitoramento registraram a ação, e um homem que estava no posto ficou ferido no pescoço por um disparo de arma de fogo.
Relato da vítima sobre a agressão de capitão da PM
Sara contou que ficou com o rosto deformado devido à violência e que segue abalada psicologicamente, enfrentando dificuldades para dormir. Ela expressou a expectativa de que o agressor seja responsabilizado e punido pela Justiça.
“Eu espero que dessa vez, dessa vez, justiça seja feita, porque não é possível eu só tentar defender alguém e ficar dessa forma aqui como eu estou, toda deformada, porque eu estou deformada.”, afirmou Sara.
Vale destacar que Jurambergson Gomes Soeiro já responde a um processo instaurado em 2023 por violência doméstica contra a mesma policial militar agredida no posto, caso que ainda não foi julgado. A policial militar ferida recebe acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.
