
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) acompanhou nesta terça-feira (25) um protesto de funcionários da empresa terceirizada Elo Contact Center em frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES). A empresa era responsável pela operação do Disque-Saúde, canal utilizado para agendamento e cancelamento de consultas e exames na rede estadual, que está fora do ar há mais de dois meses.
Segundo os manifestantes, o Governo do Estado encerrou o contrato sem quitar os últimos sete meses de serviços prestados. A dívida chega a R$ 8 milhões. Durante o período, a empresa utilizou recursos próprios para manter salários, vale-transporte e vale-refeição dos funcionários. Mais de 220 famílias foram afetadas. Os trabalhadores também questionam a contratação de uma nova empresa, a LIG 16, que teria assumido o serviço por contrato com valor três vezes superior ao anterior.
“A gente veio aqui manifestar a nossa indignação e cobrar um esclarecimento. A gente quer saber como vai ficar a nossa situação e quer também que esse repasse seja feito para a empresa”, afirmou uma funcionária da Elo Contact Center, que não quis se identificar por medo de represálias.
Para Carlos Lula, a situação explica as dificuldades enfrentadas pela população para agendar atendimentos na rede estadual. “Esse é mais um absurdo do governo Brandão. Se as pessoas não estão conseguindo marcar suas consultas nem pelo telefone, nem pelo WhatsApp, é por conta disso. Há sete meses a Secretaria de Estado da Saúde não paga a empresa responsável pela operação. E, além de extinguir esse contrato do dia para a noite, contratou outra empresa pagando três vezes mais”, afirmou. O parlamentar anunciou que pretende recorrer à Justiça para cobrar esclarecimentos e providências sobre o caso.
Demissões suspensas
A Justiça Eleitoral determinou nesta segunda-feira (24) a suspensão de novas demissões sem justa causa na Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), sob pena de multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A decisão atende a uma representação apresentada pelos deputados Carlos Lula (PSB), Othelino Neto (PSB) e Rodrigo Lago (PSB).
Segundo os parlamentares, pelo menos 235 funcionários foram demitidos sem justa causa entre 6 de julho e 16 de agosto, período vedado pela legislação eleitoral. As demissões geraram R$ 926 mil em verbas rescisórias aos cofres públicos.
“Agora, o servidor que não exerce cargo em comissão não pode mais ter medo de expressar seu voto, pedir voto para o seu candidato, de bater no peito que é livre para votar”, afirmou Carlos Lula.
