Deltan pede suspeição de Dino após decisão que derrubou censura a reportagem

O diretório do Novo no Paraná recorreu da decisão de Flávio Dino que derrubou uma determinação do TRE-PR para tirar do ar uma reportagem da jornalista Marelli Martins sobre a situação eleitoral de Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado.

O partido pede não só que a decisão seja reconsiderada como também quer a suspeição ou o impedimento do ministro. O argumento é que Dino pediu a investigação de Deltan no inquérito das Fake News quando era ministro da Justiça e já apresentou notícia-crime contra ele por supostos crimes como calúnia, difamação e racismo, em razão de críticas feitas pelo ex-deputado durante seu mandato.

Segundo a legenda, os fatos mostram uma atuação adversarial prévia e colocam em xeque a imparcialidade do ministro. O Novo quer a suspensão da decisão até que a questão seja analisada.

O recurso cita que a reportagem impugnada teria divulgado “fatos falsos” e configurado propaganda eleitoral negativa. O agravo sustenta que a publicação não foi mero exercício jornalístico, mas uma ação coordenada para prejudicar a pré-candidatura de Deltan ao Senado.

Entre os pontos questionados, a afirmação de que o TSE manteve a inelegibilidade de Deltan e que ele estaria inelegível por oito anos.

Na petição, o advogado Leandro Rosa alega que houve atuação sincronizada de jornalistas, políticos e adversários para espalhar a narrativa da inelegibilidade, aproveitando-se do fim de semana e da ausência de plantão judicial.

A peça sustenta que Dino interpretou equivocadamente a reportagem como mero exercício jornalístico e aplicou indevidamente a proteção constitucional da liberdade de imprensa. Argumenta ainda que o TSE não censurou a imprensa, mas apenas proibiu a repetição do “núcleo desinformativo” da matéria.

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