Na ação civil pública protocolada contra a instalação de uma réplica da Estátua da Liberdade em uma loja da Havan localizada na Avenida Daniel de La Touche, no bairro Cohama, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) pede que a empresa e o município de São Luís sejam condenados a pagar R$ 500 mil em indenização por danos morais coletivos. O requerimento consta no processo em que o MP acusa a loja causar “poluição visual” com a estátua na capital maranhense.
O MP quer que o valor seja revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos no Brasil, “em razão da instalação de engenho publicitário ilegal, da poluição visual imposta à coletividade e da omissão na fiscalização urbanística“.
O caso foi protocolado na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luis. No pedido, o MP afirmou que a estrutura “configura poluição visual” e descumpre normas urbanísticas e ambientais, sendo considerada um “engenho publicitário extraordinário” sem o devido licenciamento. A estátua tem 35 metros de altura.
No processo protocolado em 3 de abril, o MP ainda pede que a Havan inicie, em 30 dias, o processo de licenciamento específico para “engenhos publicitários de caráter extraordinário” e que o município de São Luís analise o pedido de licenciamento com prioridade, incluindo a constituição da comissão para a “análise de interferência”.
De acordo com o promotor Cláudio Rebêlo, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de São Luís, a ação teve origem em uma representação formalizada em agosto de 2021 pelo Coletivo #AquiNão.
No decorrer do processo, a Havan alegou que a estátua era parte integrante da identidade visual, instalada em propriedade privada, e que não causava poluição visual ou desproporção, visto que o empreendimento possuía alvará de construção válido.
O Ministério Público, porém, contestou a versão. O órgão apresentou um laudo técnico elaborado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), que concluiu que o monumento se trata de um “totem autoportante fixo estático de caráter extraordinário” com fins publicitários, uma vez que constitui símbolo comercial da loja.
“Após esgotar a fase de apuração e diante da recalcitrância da empresa em se adequar à legislação e da omissão do município em fazer valer seu poder de polícia, o Ministério Público concluiu que a intervenção judicial torna-se a única alternativa para resguardar o interesse difuso da coletividade”, pontuou o promotor de Justiça.
A empresa, por sua vez, alegou que a estátua faz parte de sua identidade visual, foi instalada em propriedade privada e não causa poluição visual nem desproporção, uma vez que o empreendimento possui alvará de construção válido.
Durante o processo, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de São Luís encaminhou pedidos de esclarecimento à Secretaria Municipal de Urbanismo. O órgão informou, em 2023, que a Havan havia sido notificada para regularizar a estátua, mas não tomou providências.
Segundo a Blitz Urbana, desde 2023 foram emitidas três notificações à empresa e aplicado um auto de infração em 2025, mas a situação de irregularidade persiste.
Pedidos
O MPMA pediu que a Justiça, em medida liminar, determine que a Havan inicie, em 30 dias, o processo de licenciamento específico para “engenhos publicitários de caráter extraordinário” e que o município de São Luís analise o pedido de licenciamento com prioridade, incluindo a constituição da comissão para a “análise de interferência”.
O órgão requereu que a Justiça determine que a conclusão do processo administrativo e emissão da decisão final ocorram no prazo máximo de 90 dias, sob pena de multa diária.
O Ministério Público pediu que, ao final do processo, a empresa e o município retirem a estrutura, caso a licença seja negada ou a empresa não promova a regularização nos moldes da legislação municipal.
Procurada, a Havan ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.


Respostas de 2
É por essa e outras razões tacanhas que o Maranhão é o Estado mais miserável da Nação.
Vem um empresário, investe, movimento a economia da cidade, fomenta emprego, renda e paga tributos para a cidade, ai me vem um Promotor de Justiça, DOIDO PARA APARECER e quer derrubar o simbolo do , hoje consolidado em centenas e centenas de Municípios do Brasil.
Vamos trabalhar, Promotor. É dos tributos pagos por esses empresários que sai sua gorda remuneraçao, cim a qual sutentaa tua família.
Me deu um estalo aqui. Semana passada estive em São Luis e lembrei da minha visão do “Centro Histórico de São Luis”. Esse promotor vive onde? Será que ele não reparou onde está a “Poluição Visual” da nossa capital? Predios abandonados, muitos tombados que além da poluição visual representa perigo aos traseuntes? Pronto, sr. promotor, acho que voce tem muito serviço pela frente, ou, apenas procurou aparecer na mídia usando as Lojas Havan…