
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulação de segundo turno e venceria o rival por 44% a 38% dos votos.
O levantamento é o primeiro do instituto a ser publicado após o caso Dark Horse. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%. Indecisos são 4%. Antes, o presidente e o senador estavam em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais. Agora, Lula lidera por seis pontos porcentuais de vantagem.
Em maio, na rodada anterior, Lula aparecia com 42%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 41%, situação que configurava um empate na margem de erro. Brancos, nulos e quem diz que não vai votar eram 14%, e indecisos, 3%.
O terceiro lugar é compartilhado por sete pré-candidatos. Renan Santos (Missão) e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), 2% cada; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP), 1% cada. Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais feitas de 5 a 8 de junho. O nível de confiança das estimativas é de 95%, e a margem de erro máxima prevista é de cerca de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o código BR-07661/2026.
Na simulação de primeiro turno, saíram Aldo Rebelo, expulso do DC, e Hertz Dias (PSTU), e foram testados pela primeira vez os nomes de Aécio Neves (PSDB), Edmilson Costa (PCB), Joaquim Barbosa (DC) e Heró Bezerra (PRTB).
Também nesse cenário Lula mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 29%.
O desempenho é aferido após a divulgado do áudio de uma conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro em que o senador pedia dinheiro para o financiamento do filme “Dark Horse”, uma autobiografia do pai, Jair. O ex-banqueiro chegou a transferir R$ 61 milhões.
Os outros nomes aventados não chegaram aos dois dígitos. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%. Aécio e Romeu Zema (Novo) têm 2%, e Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) aparecem com 1%.
Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram.
O levantamento também testou os nomes de Renan, Zema e Caiado em cenários alternativos de segundo turno contra Lula. O petista bate o pré-candidato do partido do MBL com 45% a 31%, e Zema e Caiado, por 45% a 35%.
Simulações de segundo turno
Lula venceria Flávio Bolsonaro por 44% a 38% dos votos no segundo turno, com 14% de brancos e nulos e 4% de indecisos.
Contra Romeu Zema, a vantagem para o petista é de 45% a 35%, com 17% de nulos e brancos e 3% de indecisos.
Lula também venceria Ronaldo Caiado por 45% a 35%. Na simulação entre o presidente e o ex-governador de Goiás, há 17% de votos brancos e nulos e 3% de indecisos.
Em um segundo turno entre Lula e Renan Santos, o presidente vence por 45% a 31% dos votos, com 20% de brancos e nulos e 4% de indecisos.
Caso Master
O instituto também questionou os entrevistados sobre o caso do Banco Master. Uma parcela de 60% disse que, pelo que ouviram ou ficaram sabendo, as conversas entre Flávio e Vorcaro levantaram suspeitas sobre atitudes ilegais, contra 19% que responderam que o diálogo foi normal.
Na opinião de 17%, o senador acertou ao pedir financiamento para o filme sobre o pai, não há nada de mais. Outros 65%, por outro lado, afirmaram que o filho 01 errou e deveria ter evitado a conversa.
Rejeição
Lula e Flávio continuam a acumular o maior percentual de rejeição. A pesquisa aponta que 53% dizem que conhecem e não votariam no pré-candidato do PT. No caso do filho do ex-presidente, são 56%. Os índices são similares aos registrados em maio.
Já Aécio tem rejeição de 54%, Zema, de 29%, Caiado, de 32%, e Renan, de 20%, e Joaquim Barbosa, 17%. Augusto Cury aparece com 16%, Edmilson Costa, com 9%; Heró Bezerra, com 10%; Hertz Dias, com 8%, e Samara Martins, 10%.
Avaliação de governo
Para 38%, o presidente Lula está fazendo um governo ruim ou péssimo, enquanto 34% dizem que o trabalho é bom ou ótimo. Avaliam a gestão como regular 26%, e 2% não souberam ou não responderam. Os índices permanecem estáveis em relação a maio.
