Segunda vaga de Senado

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), informou que o grupo governista deverá definir até o fim da próxima semana o nome que ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária. O anúncio antecederá a convenção estadual marcada para o dia 25 de julho, quando sua candidatura ao governo será homologada. Em entrevista concedida a uma emissora de Teresina, Orleans afirmou que a composição da chapa está em fase final. Até o momento, já estão confirmados o senador Weverton Rocha (PDT), que disputará a reeleição, e o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), indicado para a vice-governadoria. Com a definição do segundo candidato ao Senado (Roseana Sarney, Pedro Lucas, Duarte Jr…), o grupo encerrará a montagem da chapa que disputará o Palácio dos Leões nas eleições de 2026.
Base fortalecida
Apesar das recentes movimentações no cenário político maranhense, o pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB), afirmou que a base aliada permanece sólida e preparada para a disputa eleitoral de 2026. Segundo ele, o grupo reúne atualmente mais de 200 prefeitos, conta com o apoio de 12 partidos e concentra a maioria da bancada maranhense na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Para Orleans, esse conjunto de forças, aliado à aprovação da gestão do governador Carlos Brandão, reforça as chances de vitória do projeto governista. “O grupo está unido, coeso e muito forte. Temos um governador bem avaliado e um trabalho realizado em todas as regiões do Maranhão. Isso nos dá confiança para disputar a eleição com muito otimismo”, afirmou.
Lahesio evita antecipar alianças
Apesar das especulações sobre uma possível composição para as eleições de 2026, o pré-candidato ao Senado Lahesio Bonfim (Novo) afirmou que ainda não definiu qualquer alinhamento político e tem priorizado o diálogo com lideranças de diferentes grupos. Segundo ele, a construção de sua candidatura passa pela soma de apoios, sem distinção entre políticos ligados ao Palácio dos Leões ou ao grupo do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). “A política se faz somando, não subtraindo. Tenho recebido apoios de diversos políticos ligados ao Palácio dos Leões, mas também vários apoios de políticos ligados ao Eduardo Braide. O mais importante é que todos esses políticos que estão declarando apoio a Lahesio para o Senado é por acreditarem nesse projeto”, declarou.
“Braidesio”

Embora mantenha o discurso de independência, nos bastidores há a avaliação de que, em regiões como Imperatriz, existe uma aproximação natural entre Lahesio e lideranças alinhadas ao grupo político de Eduardo Braide. Imagens fixadas em carros na cidade, por exemplo, expõe publicamente a união da dupla, apelidada nos bastidores de “Braidesio”, projetando Eduardo Braide para o Governo do Estado e Lahesio Bonfim para o Senado Federal com forte penetração na Região Sul e Tocantina.
Juscelino não descarta composição com Orleans
O deputado federal Juscelino Filho (PSDB) afirmou que não descarta uma eventual aliança com a chapa encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB). A sinalização foi dada durante conversa com o prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão, e o ex-prefeito Ivo Rezende, pré-candidato a deputado estadual, em vídeo publicado nas redes sociais. Ao comentar o cenário eleitoral, o deputado adotou um tom cauteloso, evitando confirmar qualquer decisão, mas ressaltou que segue dialogando com diferentes lideranças e que as articulações continuam até o período das convenções partidárias. “Sempre estive aberto ao diálogo. Tenho conversado com todos. E agora, até as convenções, vamos estreitar ainda mais essas conversas. Há possibilidade para tudo”, declarou Juscelino Filho.
Direita ultrapassa esquerda entre eleitores
A identificação dos brasileiros com a direita superou a da esquerda pela primeira vez desde 2014, segundo pesquisa Datafolha. O levantamento, feito sob a gestão Lula, aponta 44% dos brasileiros classificados à direita ou centro-direita, ante 39% à esquerda ou centro-esquerda — diferença de cinco pontos porcentuais, fora da margem de erro de dois pontos. Em 2014, quando sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% de identificação, contra 35% da esquerda — uma diferença ainda maior do que a registrada agora. De lá para cá, houve um empate técnico, em 2017, com 40% à direita e 41% à esquerda. Já em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49%, e a direita, 34%. Naquele ano, direita e esquerda estavam tecnicamente empatadas no eixo comportamental, com 39% e 42%, respectivamente. A mudança em relação à 2022 se concentra justamente nesse eixo: agora a direita soma 52%, ante 29% da esquerda e 20% do centro.
Preguiça como causa da pobreza
A maior alteração entre as perguntas comportamentais ocorreu na visão sobre pobreza. Em 2022, 76% atribuíam a pobreza à falta de oportunidades iguais, ante 22% que a associavam à preguiça de quem não quer trabalhar. Hoje, a parcela que aponta a preguiça como causa quase dobrou, para 40%, enquanto a que credita a pobreza à falta de oportunidades caiu para 58%. Houve também deslocamentos em temas de segurança e costumes. Em 2022, 63% defendiam a proibição da posse de armas e 35% apoiavam o direito de possuir arma legalizada. Hoje, esses porcentuais são de 55% e 41%, respectivamente. A pesquisa foi realizada de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% — as margens são maiores nos recortes da população. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
