
Empresa de gestão de resíduos sólidos enfrentava acusações devido a problemas de odor desagradável
A empresa de resíduos sólidos Titara, localizada no povoado Buenos Aires, em Rosário, cidade a 75 km de São Luís, ingressou com uma ação anulatória contra a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rosário (SEMMA) para contestar uma multa de R$ 2 milhões.
A penalidade foi aplicada após uma fiscalização detectar possíveis irregularidades no aterro sanitário da empresa, entre elas problemas relacionados a odores fortes. Operando no município desde 2011, a Titara é responsável pelo recebimento de resíduos provenientes da Grande São Luís e de cidades próximas, processando cerca de 1.300 toneladas de lixo por dia.
Conforme registrado no processo nº 0800999-02.2026.8.10.0115, em setembro de 2025, técnicos da SEMMA identificaram a realização de recirculação de chorume bruto sobre o maciço impermeabilizado do aterro. Esse procedimento, aparentemente, não estava contemplado nas condicionantes estabelecidas pela licença ambiental.
O Auto de Infração nº 08/2025 também ressalta a emissão de um odor intenso, a exposição dos trabalhadores a agentes potencialmente nocivos e os riscos ambientais decorrentes do manejo inadequado do chorume, reconhecido como um dos resíduos líquidos mais agressivos produzidos em aterros sanitários.
Enquanto a empresa tenta reverter a penalidade por vias judiciais, os moradores continuam a reclamar do odor persistente e da falta de respostas efetivas por parte das autoridades. O caso já foi levado ao Ministério Público, mas, até o momento, não houve qualquer posicionamento público ou a divulgação de medidas concretas.
O incidente aumenta a pressão sobre os órgãos de fiscalização e traz à tona uma questão crucial para a cidade: quem está protegendo a população de Rosário diante dos impactos ambientais apontados?
