
A escalada da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro tem sido avaliada por aliados de Lula como uma aposta precoce da ex-primeira-dama em um cenário pós-Flávio.
Dos eloquentes vídeos contra o senador ao compartilhamento de uma postagem sobre as festas de Daniel Vorcaro com políticos, os sinais emitidos por Michelle têm levado os adversários a entenderem que ela espera que a candidatura presidencial do enteado seja dragada pelo escândalo do Master, com novas revelações, e já se posiciona como oposição aberta a ele no bolsonarismo.
O movimento, segundo essa leitura, colocaria Michelle naturalmente como alternativa para 2030, ou, em uma possibilidade mais remota, ainda para este 2026, caso Flávio seja inviabilizado.
As perguntas entre esses lulistas — compartilhadas por muitos bolsonaristas, aliás — giram em torno do quanto o próprio Jair Bolsonaro está comprometido com os movimentos da ex-primeira-dama.
