Dino mantém tornozeleira em promotor acusado de cobrar propina de R$ 3 milhões

O ministro Flávio Dino, do STF, rejeitou um pedido da defesa de Maurício Verdejo, promotor do Ministério Público do Piauí, e decidiu que ele deverá seguir usando tornozeleira eletrônica.

Verdejo foi denunciado pelos crimes de concussão, prevaricação, supressão de documento e tráfico de influência por exigir R$ 3 milhões em propina de um empresário para arquivar uma investigação criminal contra ele. O valor teria sido reduzido para R$ 2 milhões e pago em parcelas — monitoradas pela Polícia Federal por meio de uma ação controlada.

Os advogados do promotor questionavam uma decisão do STJ que manteve o monitoramento eletrônico. A defesa alegou ao STF que a medida se esvaziou após a apresentação de denúncia contra Verdejo e que não havia fatos novos para sua manutenção. Dino, no entanto, apontou não haver “patente constrangimento ilegal” no uso de tornozeleira pelo promotor e que a decisão do STJ apresentou fundamentos para rejeitar o pedido.

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