Eduardo Bolsonaro defende Valdemar e chama Dino de ‘comunista totalitário’ indicado por Lula para ‘perseguir adversários’

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que entrou na mira da Polícia Federal e teve R$ 119 milhões em bens bloqueados ontem, e criticou Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pela autorização das ações contra o dirigente partidário. Em uma publicação nas redes sociais, o ex-parlamentar classificou o magistrado como um “comunista autoritário” indicado pelo presidente Lula (PT) para a Corte para “perseguir adversários”.

Na postagem, Eduardo nega que tenha recebido de Valdemar pedidos para a destinação de verbas e afirma que “a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente de partido ou espectro ideológico”.

“Transformar a mera indicação de emendas em algo criminoso é uma interpretação que só encontra respaldo em uma leitura visivelmente enviesada e política do direito, incompatível com a isenção que se espera do Judiciário — mas completamente esperado de um comunista totalitário, que foi colocado na corte para perseguir os adversários políticos do Lula”, diz o post.

Na mesma publicação, Eduardo mostra um vídeo de um discurso de Dino do período em que ele comandava o Ministério da Justiça. Na ocasião, durante um evento com o presidente, o então ministro afirmou que a PF estaria “a serviço” da causa defendida por Lula, anunciando o fim das “tentações satânicas de espetacularizações, de abusos, de forças-tarefas ilegais” e o início da atuação de uma polícia “dedicada a servir a população”. Dino foi indicado ao Supremo pelo petista no final de 2023, após a aposentadoria da ex-ministra da Corte Rosa Weber.

Flávio defende Valdemar e critica PF

Após o anúncio do bloqueio dos bens do presidente do PL, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também saiu em defesa do dirigente partidário pelas redes sociais. “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”, escreveu o parlamentar em seu perfil do X. “Tenho certeza de que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”, acrescentou.

De acordo com o despacho de Dino, o presidente do partido é suspeito de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 emendas, mesmo sem ter um mandato parlamentar. O valor bloqueado nas contas do cacique do PL é referente à soma dos repasses identificados pela PF como de autoria real do dirigente.

Deste montante, R$ 104 milhões chegaram a ser pagos. Em sua defesa, Valdemar argumentou que é natural e legítimo que dirigentes possam participar de debates sobre o encaminhamento desse tipo de verba, além de negar ter participado de qualquer organização criminosa.

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