Joice Hasselmann acusa Eduardo e Carlos Bolsonaro de coordenar milícias virtuais e usar dinheiro público. Veja o Power Point

O site do Senado Federal disponibilizou a íntegra da apresentação feita pela deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) à CPMI das Fake News nesta quarta-feira 4.

Em sua exposição, a deputada acusou Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, de mandarem as milícias digitais e usado quase meio milhão de reais em dinheiro público.

A parlamentar fez uma apresentação em PowerPoint para mostrar a investigação sobre a chamada “milícia virtual” e afirmou que há um grupo organizado e financiado “com milhões” que ataca de maneira orquestrada alvos definidos por integrantes do que chama de “gabinete do ódio”, que seria formado por pessoas do clã Bolsonaro e tentou minimizar o papel de Bolsonaro no esquema.

Entre os diversos dados, em uma tela na CPI, a deputada exibiu reproduções de um grupo em uma rede social chamado “SECRETO2 G.O”, no qual, segundo ela, os integrantes coordenam os ataques nas redes, incluindo um dos assessores de Eduardo na Câmara. O levantamento apresentado pela deputada aponta que, somadas, as redes de Eduardo e Jair são seguidas por mais de 1,8 milhão de robôs, que seriam usados para impulsionar as informações falsas e difamatórias.

“Quero crer que o presidente [Bolsonaro] não sabe [dos ataques orquestrados], mas pelo que vocês vão ver nas mensagens do gabinete do ódio, o deputado Eduardo Bolsonaro está envolvido e é uma das lideranças”, disse.

Ela também acusou o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) de coordenar essa milícia. “As instruções são passadas por um grupo. São vários deles, mas um vou abrir para vocês. É um grupo do gabinete do ódio que tantos dizem que não existe. Vocês vão ver prints das conversas desses grupos. As instruções são passadas, principalmente pelo Eduardo e assessores ligados a ele. O Carlos [Bolsonaro] também teve muita atividade, mas agora ele está mais com o freio de mão puxado”, garante.

A ex-líder do governo no Congresso, que rompeu com o clã após não apoiar Eduardo Bolsonaro para a liderança da bancada,apresentou prints de conversas do grupo do Gabinete do Ódio no Instagram.

Segundo ela, o “gabinete do ódio” é formado por Filipe Martins, Tercio Arnaud, José Matheus e Mateus Diniz, que recebem cerca de R$ 491 mil para produzir fake news e memes contra ex-aliados e adversários políticos.

Joice disse ainda que sites laranjas são usados para divulgar as fake News e citou dois deputados do PSL que ele defende que deveriam ser investigados pela polícia. “Participação do Douglas Garcia e do Gil Diniz, isso merece uma boa operação da Polícia”, afirmou.

Clique aqui e faça o download da apresentação.

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