
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve evitar visitas a estados onde possui mais de um palanque durante o primeiro turno da eleição. A diretriz foi acertada pelo petista com o comando da campanha à reeleição. Aliados, porém, fazem a ressalva de que a decisão pode ser revista diante da pressão dos candidatos locais e do cenário eleitoral, conforme o andamento das campanhas.
Parte da coordenação da campanha afirma que ainda não há uma definição sobre o assunto. Lula conta com apoios de mais de um candidato a governador em estados como Pernambuco, Maranhão e Paraíba.
O plano de deixar esses estados de lado durante o primeiro turno procura evitar desconforto político entre aliados. Mesmo antes do início oficial da campanha, a duplicidade de palanques já tem provocado mal-estar.
O Maranhão é o único dos três estados em que o PT terá candidato próprio. O partido lançou o vice-governador Felipe Camarão. Porém, Lula também tem o apoio de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador Carlos Brandão (MDB).
Interlocutores do candidato petista, no entanto, dizem que eles receberam uma sinalização da cúpula do PT que Lula deve viajar aos estados com postulantes do partido e, dessa forma, devem ir ao Maranhão. A expectativa deles é que isso possa ocorrer ainda no primeiro turno.
Um aliado de primeira hora de Lula afirma que a disposição, hoje, é evitar esses estados, já que todos os apoios são bem-vindos na disputa, que deverá ser acirrada. Ele afirma que o presidente já gravou vídeos sinalizando a preferência nos três estados e, dessa forma, não teria a necessidade de visitar in loco esses territórios.
Pela estratégia já definida pela coordenação, Lula deve priorizar os três maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e os quatro estados do Nordeste atualmente governados pelo PT (Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí) na largada da campanha eleitoral, com presença em convenções e nos atos inaugurais de aliados nesses locais.
