São Luís tem a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2025

São Luís registrou, em 2025, a maior taxa de roubos e furtos de celulares do Brasil. Foram 1.517 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23).

A capital maranhense aparece à frente de Belém (PA), que registrou 1.487 ocorrências por 100 mil habitantes, e de São Paulo, com taxa de 1.390,5. O levantamento considera municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

O resultado não significa que São Luís tenha registrado o maior número absoluto de celulares roubados ou furtados. O ranking considera a quantidade de ocorrências em relação ao tamanho da população de cada cidade.

O relatório destaca o peso da capital paulista, que concentra 5,6% da população brasileira e responde por 20% de todos os roubos e furtos de celulares do país.

Ao todo, mais de 16 mil celulares foram roubados ou furtados em São Luís ao longo de 2025, o equivalente a uma média de 45 aparelhos subtraídos por dia. A taxa registrada foi mais de quatro vezes superior à média nacional, de 371,2 ocorrências por 100 mil habitantes.

São Luís já ocupava a primeira posição do ranking nacional em 2024, quando registrou 1.599,7 roubos e furtos de celulares por 100 mil habitantes. No total, mais de 17 mil celulares foram subtraídos.

Veja lista das 10 cidades com maiores taxas de roubo e furto de celular por 100 mil habitantes:

O levantamento mostra diferenças entre os crimes de roubo e furto, e quais são os horários, os dias e os locais em que cada um deles mais acontecem.

Furtos ocorrem principalmente aos finais de semana. Sábados e domingos concentram 34,5% das ocorrências;
Roubos acontecem predominantemente durante os dias úteis: 73,1% dos casos, com pico nas sextas-feiras;
Roubos apresentam dois momentos de maior incidência: entre 5h e 6h da manhã, e entre 18h e 23h, com pico às 20h;
Furtos se concentram principalmente entre 10h e 12h, e entre 17h e 20h.

Segundo o relatório escrito por Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há uma mudança no padrão dos roubos, cada vez mais concentrados no período noturno, quando as pessoas estão voltando do trabalho, da escola ou da faculdade.

“Como o roubo é um crime que exige interação entre o criminoso e a vítima, é de se supor que no período noturno seja mais simples para os assaltantes fugirem, e também que haja menos testemunhas”, diz o texto.

Em relação aos locais dos crimes, 77,2% dos roubos acontecem em vias públicas. Nos furtos, 49,3% ocorrem nas ruas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público.

O perfil das vítimas também varia. Homens representam 59,8% das vítimas de roubo. Nos furtos, a distribuição é praticamente equilibrada: 50,3% das vítimas são homens e 49,7%, mulheres.

Estados mais violentos do País

Sete dos dez Estados mais violentos estão localizados no Nordeste; outros três ficam na Região Norte. Nessas unidades, as disputas entre facções criminosas, avanço das rotas do tráfico e, em alguns casos, a letalidade policial sustentam índices que estão acima da média nacional.

A conclusão está na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira, 23, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

No topo do ranking estadual aparece o Amapá, com taxa de 42,5 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Em seguida vêm:

Bahia (36,8);
Ceará (34,7);
Alagoas (33,1);
Pernambuco (33);
Maranhão (29,7);
Rio Grande do Norte (29,1);
Pará (28,4);
Rondônia (28,1);
Paraíba (24,6).

As mortes violentas intencionais (MVI) reúnem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, em serviço e fora dele.

O Nordeste fechou 2025 com taxa média de 31,6 mortes por 100 mil habitantes, bem acima da média nacional (19,1 vítimas). O Norte aparece em seguida (25,3); Centro-Oeste (17,3), Sudeste (12,6) e Sul (11,9) vêm depois. (G1 e Estadão)

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