Vídeo: Assista ao debate completo da TV Difusora entre os candidatos a prefeito de São Luís

O debate deste sábado (31) realizado pela TV Difusora com os candidatos à prefeitura de São Luís foi acirrado. Em dois blocos, foram feitas perguntas sobre temas livres em formato “Pinga Fogo”. O clima ficou tenso. (VEJA NOS TRÊS VIDEOS ACIMA A ÍNTEGRA DO DEBATE.)

Abaixo, destacamos alguns momentos.

Rubens Pereira Jr (PCdoB) e Eduardo Braide (Podemos)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

O primeiro confronto de ideias foi entre Rubens Pereira Jr. (PCdoB) e Eduardo Braide (Podemos). O candidato do PCdoB questionou o do Podemos sobre o seu posicionamento em relação ao Governo Federal e suposto apoio do presidente da República. “A impressão que eu tenho é que o senhor tenta esconder o Bolsonaro de tudo quanto é forma”, disse o candidato do PCdoB.

“Candidato, a diferença entre o Podemos e o PCdoB é que no Podemos não tem ditadura. Quando me filiei ao Podemos a primeira coisa que eu assumi com a presidência nacional foi votar, de acordo com a minha consciência. Por isso, desafio você, qual foi a votação que votei contra o povo na Câmara dos Deputados”, disse Braide.

Rubens avaliou que Braide não está pronto, relembrou o período em que Braide foi presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) e que eles se encontrariam em um segundo turno. O candidato do Podemos afirmou que Rubens teria “complexo em relação a apoio” e que o nunca teria ouvido uma declaração do governador Flávio Dino sem relação ao candidato do PCdoB.

Eduardo Braide (Podemos) e Neto Evangelista (DEM)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Braide, então, chamou o candidato Neto Evangelista (DEM) para fazer pergunta sobre tema livre. O candidato do Podemos falou sobre importância de levar cursos de capacitação e qualificação para a zona rural de São Luís.

“Nós temos a previsão da criação de algumas prefeituras, pegamos como exemplo da cidade de Salvador. Uma dessas prefeituras-bairros ficará na zona rural de São Luís”, falou Neto Evangelista.

O candidato do Democratas alegou que Braide teria sido “um dos piores gestores que a CAEMA já teve” e que ele teria construído apenas uma caixa d’água no bairro José Reinaldo Tavares. Braide lembrou que foi presidente da CAEMA há 15 anos, durante um período de ano e dois meses, que durante gestão realizou concurso público para mais 1.000 pessoas e levou água para diversos municípios – os 100 mais pobres do Maranhão, segundo ele.

O candidato do Podemos contabilizou que Neto teria faltado, em 2018, a 67 sessões. Sessenta sessões em 2019 e 20 em 2020. “Você sabe que um deputado estadual atual na cidade de São Luís em diversos setores, muitas dessas sessões inclusive estava em atribuições da Assembleia Legislativa”, retrucou Neto Evangelista.

Neto Evangelista (DEM) e Duarte Júnior (Republicanos)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Neto chamou Duarte Júnior para o “Pinga Fogo” e o questionou sobre auxílio que será pago – caso o candidato do Republicanos seja eleito – após o término do auxílio emergencial pago pelo Governo Federal. “Há recurso ‘pra’ fazer, a diferença é que na nossa gestão nós vamos fazer com que esse recurso chegue àqueles que mais precisem, vamos cortar privilégios e regalias”, disse Duarte.

Sobre a possibilidade desse auxílio à população de São Luís, Neto disse que tratava-se de um ‘engodo’ e que somente a folha de auxílio emergencial na capital gira em torno de R$ 220 milhões.

Duarte Júnior (Republicanos) e Bira do Pindaré (PSB)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Na vez de Duarte Júnior convocar um candidato, ele chamou o Bira do Pindaré do PSB. “Infelizmente, hoje, as pessoas ainda morrem e esperam por simples consultas e exames”, sustentou o candidato do partido Republicanos.

“A minha proposta para saúde é muito diferente do candidato Duarte, que está defendendo a privatização do SUS. E isso causou uma repercussão nacional a ponto do presidente, inclusive, voltar atrás. Revogou [Bolsonaro] um decreto que ele aprovou. Nós temos que garantir é o funcionamento das unidades básicas de saúde, aquilo que já existe. Garantir a vacina, a consulta médica, os exames”, frisou.

Duarte assegurou que fará igual ao que Flávio Dino fez durante pandemia. “Conveniado com rede particular de atendimento, para atender casos mais urgente. Não vou deixar que o cidadão, que paga os seus impostos, sofra por uma consulta ou exame”, avaliou.

Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Jr (PCdoB)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Na sequência, Bira do Pindaré convidou o candidato Rubens Júnior (PCdoB) para responder a pergunta livre e pediu a opinião dele sobre o atual momento político. “Os candidatos escondem os seus aliados, não assumem. Eu tenho lado, tem candidato aqui que sequer repudiou o atentado contra o Guaraná Jesus. Eu gosto, ele não”, disse Rubens.

“Há uma polarização, há um debate muito acirrado. Existe esquerda, existe direita, mas alguns candidatos aqui não assumem as suas posições de maneira vergonhosa, para enganar o eleitor”, ajuizou Bira em concordância com Rubens.

Yglésio Moyses (PROS) e Franklin Douglas (PSOL)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Yglégio Moysés, do PROS, foi sorteado para recomeçar a rodada de perguntas com temas livres. Para 2021, o médico perguntou a Franklin Douglas (PSOL) sobre a política de saúde. “Nós temos que desmontar os esquemas da saúde. Máscaras foram licitadas para uma oficina mecânica [sobre fase da operação Cobiça Fatal], Yglésio não denunciou isso em nenhum momento, ao contrário, prestou todo apoio ao secretário que disse para você ficar em casa e foi para a Litorânea”, assinalou Franklin.

O candidato do PROS lamentou o apontamento e, em seguida, Franklin falou que Yglésio Moisés teria saído pela “porta dos fundos” do Socorrão e não teria dito por que teria sido “tirado” da unidade.

Franklin Douglas (PSOL) e Jeisael Marx (Rede Sustentabilidade)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Franklin, posteriormente, chamou Jeisael Marx para o “Pinga Fogo”. “Qual sua opinião sobre essa eleição que é tão desleal? Eles fogem de debater conosco. Não nos dão tempo de televisão. Você não tem e eu tenho apenas 18 segundos”, perguntou.

“Quem faz as leis são os deputados federais. Eles fazem para barrar gente como eu, gente com o Franklin. Eles se juntam entre si, grupos políticos e grupos financeiros para vencer eleição. Por isso, não governam para o povo”, afiançou Jeisael.

Jeisael Marx (Rede Sustentabilidade) e Yglésio Moyses (PROS)

Foto|divulgação: Thiago Rocha/TV Difusora

Por último, o candidato do Rede Sustentabilidade pediu a opinião do candidato do PROS, Yglésio Moisés, sobre a situação vivida em bairros que ficam em áreas limítrofes; além da importância da metropolização para a Grande Ilha.

“Já passou da hora de fazermos de a gente fazer um consórcio metropolitano de obras e serviços de saúde. Essas áreas que são limítrofes, em São Luís, Paço, Ribamar, para não ficar nesse ‘puxa e estica’ de saber quem vai fazer’, podemos fazer juntos”, disse Yglésio.

Ele também usou o seu tempo para dar resposta a Franklin Douglas a respeito de sua passagem pelo Socorrão. “Franklin, me olha. Nunca mais fale isso de mim, eu sou servidor público e eu jamais envergonharei a minha família”, finalizou. As informações são do MA 10.

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