Lula decidiu não romper com Davi Alcolumbre mesmo depois de ele articular pesado para rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Mas vai mandar um recado ao presidente do Senado.
Nos últimos dias, ele determinou que o ministro José Guimarães, o novo articulador político do Planalto, levantasse os muitos cargos de Alcolumbre no terceiro escalão do governo federal — dentro e fora do Amapá — e fizesse uma triagem para saber de que lado esses indicados estarão nas eleições.
A ideia é fazer uma faxina inicial para demonstrar que o governo não deixou a derrota sair de graça, mas ainda deixar as portas abertas para uma eventual reaproximação — estratégia, aliás, que contraria alguns aliados mais incendiários.
TCU
Davi Alcolumbre não teve força para fazer Rodrigo Pacheco ministro do STF, mas está no centro de uma articulação para que o senador que Lula queria como seu candidato ao governo de Minas Gerais ocupe uma cadeira no TCU.
Nos próximos dias, a manobra sairá das sombras com a esperada renúncia de Bruno Dantas do TCU — embora ainda tenha garantidos 27 anos como ministro, Dantas vai aceitar um convite da iniciativa privada.
Assim que vagar o assento no TCU, Alcolumbre indicará Pacheco. Pelo regimento, essa é uma cadeira que cabe ao Senado designar.

