Os bolsonaristas do PL e a velha guarda do partido têm divergências entre si a respeito da possibilidade de Flávio Bolsonaro fechar uma aliança com o PP, de Ciro Nogueira, alvo da Polícia Federal, e o União Brasil. Os dois partidos formam uma federação.
Após a operação da PF contra Nogueira, nessa quinta-feira, 7, a ala mais à direita defende que Flávio esfrie a aproximação. Esses bolsonaristas entendem que o senador não teria tanto a ganhar com a aliança e, sem ela, poderia tentar capitalizar o caso Master diante das relações de nomes do PT, sobretudo da Bahia, com o banco.
Essa ala do PL também avalia que o escândalo sob relatoria de André Mendonça no STF deve avançar sobre nomes do União, como o presidente do partido, Antonio Rueda, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Já nomes do PL mais identificados com as práticas do Centrão defendem que se espere a poeira baixar para retomar as conversas, que não deveriam ser interditadas e inviabilizadas pelo avanço da PF sobre políticos de PP e União. Uma avaliação corrente é que Flávio não deveria jogar esses partidos no colo de Lula.

